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25 abril 2021

 47 ANOS DE 25 DE ABRIL!

Neste ano de 2021, 2º (ou 3º?) ano da pandemia do COVID 19, perfazem-se 47 anos sobre um dos mais importantes eventos da nossa História, o do golpe de Estado do denominado MOVIMENTO DAS FORÇAS ARMADAS (MFA), logo apoiado massivamente pelos portugueses.

Como é sabido, a acção dos militares destinou-se a pôr termo ao regime político que vigorava em Portugal há mais de 40 anos, instaurado na sequência de um outro golpe de Estado ocorrido em 1926, chefiado pelo General Gomes da Costa.

Esse regime governava sob a forma de uma ditadura, que oprimia e explorava a maioria dos portugueses, e mantinha ainda sob regime colonial alguns territórios de África e Timor.


 

05 fevereiro 2021


 

FINALMENTE! HONRAS DE PANTEÃO NACIONAL PARA EÇA DE QUEIROZ!





Foi hoje publicada a Resolução da Assembleia da República que concedeu honras de Panteão Nacional aos restos mortais de José Maria Eça de Queiroz em reconhecimento e homenagem pela obra literária ímpar e determinante na história da literatura portuguesa.


A Resolução foi aprovada em 15 de janeiro deste ano, mais de um século decorrido desde o falecimento do homenageado, em 16 de agosto de 1900.


Agora, todos aguardamos que o grupo formado para a sua trasladação seja célere nos procedimentos necessários para concretizar o importante evento.


Recordamos que Eça de Queiroz – um dos maiores escritores escritores portugueses de sempre -, foi o autor de extensa obra, designadamente:


  • O Crime do Padre Amaro;

  • O Primo Basílio;

  • A Relíquia;

  • A Cidade e as Serras;

  • Os Maias;

  • A Capital;

  • O Conde d`Abranhos.

Assinalamos ainda que a Assembleia da República concedeu idêntica homenagem à poetisa SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN, falecida em 2004 e ao futebolista EUSÉBIO DA SILVA FERREIRA, falecido em 2014.


(Imagem: Digitalização da capa de "EÇA DE QUEIROZ e os políticos", de Luís de Oliveira Guimarães; Edições VIC - LISBOA)

01 janeiro 2021

 



2021


No breve número de doze meses




No breve número de doze meses


O ano passa, e breves são os anos


Poucos a vida dura.


Que são doze ou sessenta na floresta


Dos números, e quanto pouco falta


Para o fim do futuro!


Dois terços já, tão rápido, do curso


Que me é imposto correr descendo, passo.


Apresso, e breve acabo.


Dado em declive deixo, e invito apresso


O moribundo passo.



(in Odes, de RICARDO REIS; imagem de Portugues.com.br)



25 abril 2020

O “25 DE ABRIL DE 1974” RENOVA-SE HOJE PELA 46.ª VEZ.



O 25 de Abril de 1974 é uma importante data da nossa historia contemporânea, e por isso a assinalamos sempre, mesmo com um dia feriado.

Ao longo do ano são especialmente recordadas outras datas em que ocorreram factos que marcaram de forma indelével o regime e governo de PORTUGAL e dos PORTUGUESES como, por exemplo,
a RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA, no 1.º de Dezembro de 1640, e a IMPLANTAÇÃO DA REPÚBLICA, em 5 de Outubro de 1910.

A importância do 25 de Abril de 1974 deriva, não só da sua essência e inimagináveis consequências, mas também da circunstância de até à data, e ainda por muitos anos, se contarem por milhões os portugueses que viveram os factos e, ainda, vêm protagonizando a situação.

Para compreensão dos restantes portugueses, é altura de referir que os chamados capitães de Abril dirigiram um golpe fatal contra o regime político ditatorial de características fascizantes / corporativistas que governava PORTUGAL, o chamado ESTADO NOVO, saído do Golpe Militar do General Gomes da Costa em 28 de Maio de 1926.

O governo, dirigido por OLIVEIRA SALAZAR desde 1932, e por MARCELO CAETANO desde 1968, perdurou cerca de 48 anos.

Foi este regime / governo que EXPLOROU / OPRIMIU / REPRIMIU / TORTUROU / CENSUROU, TIROU A VIDA a muitos portugueses e africanos, FEZ A GUERRA COLONIAL, que foi derrotado em 25 DE ABRIL DE 1974, com o apoio geral do POVO PORTUGUÊS.

Todos os anos, no dia 25 DE ABRIL, a Assembleia da República reúne Extraordinária e Solenemente, com o Presidente da República e os membros do Governo, e muitos convidados, particularmente, os elementos das Forças Armadas, ainda vivos, que ousaram, com êxito, “virar as suas armas contra o Poder”, então, vigente, para RECORDAR condignamente aquele evento de inultrapassável dimensão histórica.

Esta cerimónia não prejudica as manifestações de rua, iniciativas e realizações organizadas com idêntica finalidade e com as mais variadas origens, que decorrem em muitos locais de Portugal. A adesão às mesmas é livre e a ninguém é imposto participar, passear ou ocupar o seu dia no campo ou na praia.

É este ESTADO DE DIREITO DEMOCRÁTICO e os amplos direitos, liberdades e garantias previstos na nossa CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA aprovada na Assembleia Constituinte de 2 de Abril de 1976, que faculta às portuguesas e aos portugueses aquelas livres escolhas.

Este ano tudo se passou de forma bem diferente por imposição do estado de emergência em que vivemos, em virtude da PANDEMIA que atinge praticamente todo o MUNDO, que nos exige CONFINAMENTO e uma quebra no RELACIONAMENTO SOCIAL.

A consequente limitação na forma de organizar a sinalização desta importante efeméride foi objecto de ampla controvérsia, propugnando uns pelo habitual “figurino”, e defendendo outros a sua supressão pura e simples.

Os “campos” extremaram-se sem razão, no nosso entender.

É que os acontecimentos do 25 DE ABRIL DE 1974 constituem um evento insusceptível de omissão histórica; coisa completamente diversa é a sua sinalização e valorização que o não podem atingir na sua essência e natureza.
















(fotos do signatário - Rossio de Lisboa, 25 de Abril de 2019)

31 dezembro 2019

VEM AÍ 2020!

O Tudoemaisalgumacoisaleonor vem exprimir a todos os seus leitores VOTOS de um ano 2020 com muito êxito!


(imagem: foto nossa de uma parte das decorações de Natal nas Caldas da Rainha)

24 dezembro 2019

FESTAS FELIZES!

O TUDOEMAISALGUMACOISALEONOR deseja a todos os seus leitores umas FESTAS FELIZES e um ANO de 2020 que - a todos - permita concretizar os seus sonhos.






(foto do nosso presépio)

20 setembro 2019

V CENTENÁRIO - 1.ª VIAGEM DE CIRCUM-NAVEGAÇÃO DO MUNDO

Foi neste dia, há 500 anos, que os navegadores português FERNÃO DE MAGALHÃES, e o espanhol ELCANO, iniciaram a primeira viagem de circum-navegação do mundo.

Este inolvidável evento tem vindo a ser - muito justificadamente - assinalado sistematicamente em Portugal, em Espanha, noutros países, e por importantes organizações internacionais.

O nosso blogue não podia deixar de registar este feito tão importante, significativo e pleno de consequências.

O Tudoemaisalgumacoisaleonor irá divulgar o que tem sido realizado, e o que se encontra planeado, para enfatizar aquela volta ao mundo.




(imagem do Bloco (BE) V Centenário da Expedição Magalhães-ElCano, editado simultâneamente pelos Correios de Portugal, e de Espanha)

11 agosto 2019

A MELHOR DEFESA É O CONTRA ATAQUE!

Nunca o Governo encarou qualquer outra greve como a dos motoristas do transporte de combustível, anunciada para as 00h00 horas da próxima segunda feira.

Aderindo à estratégia de que a melhor defesa é o ataque, o Governo estabeleceu uns serviços mínimos de grande dimensão, e determinou que lhe sejam transmitidos constantemente os níveis de combustível nos tanques das gasolineiras.

O Governo não deixará que o trânsito rodoviário seja afectado; que falte o combustível nos aeroportos; que a distribuição sofra quaisquer quebras, etc. etc. etc.

Para tanto, o Governo já avisou que não perdoará aos grevistas qualquer infracção aos serviços mínimos, caso em que decretará a requisição civil.

A eventual inobservância da requisição civil, para além das consequências disciplinares, desencadeará também a instauração de processos crimes por desobediência.

Os portugueses estão muito agradecidos ao Governo pela sua previdência, cautela, zelo e clarividência.

Os portugueses, que prezam sobretudo a posse de um ou mais veículos automóveis, e adoram lotar as rodovias, dia após dia, no pára arranca infernal, não fosse o diabo tecê-las, já se preveniram, sem excepção, atestando as suas bombas.

Podemos todos dormir esta noite como uns anjinhos: o Governo velará por nós, e as gasolineiras encontram-se com os seus tanques bem atestados.

Glória ao Governo que, desta vez, promete uma atitude robusta, e contra atacará onde se mostrar necessário.

O patronato também se revela tranquilo, e com os cofres bem nutridos.

VIVA, VIVA, VIVA O NOSSO PRIMEIRO-MINISTRO!




(desenho visto em galeria.colorir.com)

25 abril 2019

HOJE COMEMORAM-SE 45 ANOS SOBRE O 25 DE ABRIL!


Comemorou-se hoje o 45.º aniversário do golpe militar que derrotou a ditadura que OPRIMIA e EXPLORAVA a maioria dos portugueses desde 1926, isto é, durante 48 anos.

(imagem de flfrevista.pt)

23 abril 2019

DIA MUNDIAL DO LIVRO E DOS DIREITOS DE AUTOR!

Hoje, dia 23 de abril, é o DIA MUNDIAL DO LIVRO E DOS DIREITOS DE AUTOR.

O signatário, que se interessa muito por livros, livrarias, bibliotecas, escritores, literatura, e por tudo quanto se encontra relacionado com esta realidade, entendeu que deveria aproveitar a efeméride indicada em epígrafe para se pronunciar sobre o livro.

Refletindo sobre a matéria, concluiu que iria afirmar a importância do livro, da leitura, do crescimento dos escritores, do aumento dos livros editados, mas também das reduzidas tiragens, e da redução do número de leitores.

Algumas destas circunstâncias ninguém contesta; outras não escapariam a acesa discórdia.

Renunciámos assim a esta orientação e aprofundamento.

Optámos por reproduzir um interessante e divertido texto inserido no PRELO da Imprensa Nacional Casa da Moeda (INCM)(http://prelo.incm.pt/2018/08/tsundoku.html), intitulado: TSUNDOKU, OU A ARTE DE EMPILHAR, e um não menos interessante extrato de uma crónica  de José Luís Peixoto, publicada no Jornal de Letras, em maio de 2011, intitulada «Uma Casa Cheia de Livros».

«TSUNDOKU, OU A ARTE DE EMPILHAR

Não resiste a entrar numa livraria? Compra livros, leva-os para casa e depois depara-se com pilhas de volumes amontoados à espera de leitura? Vive no meio de estantes atulhadas de obras, adquiridas por si, que nunca foram lidas e que continuam e (tudo indica que) vão continuar à espera da sua atenção? No seu quarto há uma tonelada de livros abertos que foram apenas folheados? Uns a servirem mesmo de mesa de cabeceira? Se respondeu sim, então seguramente é um praticante de Tsundoku!
Tsundo-quê? Tsundoku! Não, não se trata de um golpe de karaté!
Foneticamente muito parecido com Sudoku, o Tsundoku não tem nada a ver com o célebre jogo de lógica e
números. Não, não tem! Trata-se de uma palavra de origem japonesa que significa literalmente comprar livros, empilhá-los e nunca os ler.
O termo teve origem no século XIX, durante a era de Meiji, no seio da burguesia nipónica muito preocupada com o olhar dos outros e com as respetivas aparências culturais. Acumulavam livros sem nunca os abrir. Mas o termo só recentemente se tornou conhecido no Ocidente. Trata-se da contração de «Tsunde», que significa «empilhar coisas» e «Oku», que significa «por algum tempo».
Atenção: quando o amor pelos livros chega a tal ponto que as relações sociais e a saúde ficam ameaçadas, já
não se trata de Tsundoku, mas sim de um transtorno obsessivo-compulsivo denominado de bibliomania (não
confundir com bibliofilia, que consiste em colecionar livros raros e preciosos, nem com bibliofagia que consiste
em destruir ou roer livros)!
Fazer dos livros apenas objetos de decoração é limitar (e muito!) a sua utilidade e contribui (e muito!) para a sua ignorância, mas uma coisa é certa: uma casa repleta de livros será sempre uma casa cheia de histórias (em potência). E depois há sempre a esperança de que aquele dia para ler aquele livro há de sempre chegar!
Escrevia Alberto Manguel na sua Biblioteca à Noite: «Não tenho nenhum sentimento de culpa diante dos livros que não li e talvez jamais lerei; sei que os meus livros têm uma paciência ilimitada. Vão esperar por mim até o fim de meus dias.»
Os seus livros – esses que comprou e ainda não leu – também estão à sua espera! Garantidamente!»


*

«Uma Casa Cheia de Livros»:

Os livros, esses animais sem pernas, mas com olhar, observam-nos mansos
desde as prateleiras. Nós esquecemo-nos deles, habituamo-nos ao seu
silêncio, mas eles não se esquecem de nós, não fazem uma pausa mínima
na sua vigia, sentinelas até daquilo que não se vê. Desde as estantes ou
pousados sem ordem sobre a mesa, os livros conseguem distinguir o que
somos sem qualquer expressão porque eles sabem, eles existem sobretudo
nesse nível transparente, nessa dimensão sussurrada. Os livros sabem mais
do que nós mas, sem defesa, estão à nossa mercê. Podemos atirá-los à
parede, podemos atirá-los ao ar, folhas a restolhar, ar, ar, e vê-los cair, duros e sérios, no chão.



12 abril 2019

12 DE ABRIL - DIA NACIONAL DO AR



Os dias - todos os dias- são dias sinalizados como efemérides ou referenciados a qualquer evento ou situação, acção ou omissão.

Acresce que, cada dia do calendário, é escolhido para evidenciar mais do que um acontecimento. Como é sabido, cada ano tem só 365 ou 366 anos!

As entidades com poder para enfatizarem determinado dia são muitas e variadas, e não lhes falta a iniciativa e a criatividade.

Toda esta nossa introdução para publicitar que o DIA 12 DE ABRIL passa a ser o DIA NACIONAL DO AR por Resolução do Conselho de Ministros n.º 64/2019, de 4 de Abril, publicada in extremis no dia 10 de Abril de 2019, no Diário da República, 1.ª série.

(imagem da Revista INDÚSTRIA E AMBIENTE)

29 janeiro 2019

O CONSELHO DE MINISTROS MANDA USAR A EXPRESSÃO DIREITOS HUMANOS!


O Conselho de Ministros, por RESOLUÇÃO n.º 21/2019, hoje publicada no Diário da República, 1.ª série, N.º 20, resolveu:

"1 — Determinar que o Governo e todos os serviços,
organismos e entidades sujeitos aos seus poderes de direção,
superintendência e tutela adotem de imediato a
expressão universalista «Direitos Humanos» em todos
os seus atos, decisões, normas, orientações, documentos,
edições, publicações, bens culturais ou quaisquer textos e
comunicações, sejam internos ou externos, independentemente
do suporte, bem como todos aqueles que venham a
ser objeto de revisão, reedição, reimpressão ou qualquer
outra forma de modificação.
2 — Determinar que são abrangidos pelo número anterior
todos os documentos oficiais emanados da Administração
para os efeitos da alínea a) do n.º 1 do artigo 3.º
da Lei n.º 26/2016, de 22 de agosto, bem como todos os
documentos autênticos, para os efeitos do artigo 370.º do
Código Civil.
3 — Estabelecer que o Governo deve adotar a expressão
universalista «Direitos Humanos» na aprovação de
diplomas normativos da sua competência.
4 — Determinar que cada área governativa deve desenvolver
iniciativas de divulgação da presente resolução,
com vista à substituição imediata da expressão «Direitos
do Homem» pela expressão «Direitos Humanos»."

Julgaríamos que, sobretudo no âmbito da Administração Pública, a formulação "DIREITOS HUMANOS" agora resolvida se encontrasse pacificamente adquirida.

Não o entendeu assim o CONSELHO DE MINISTROS ao decidir de forma formal e explícita pela supressão imediata da expressão "Direitos do Homem".





23 dezembro 2018

FESTAS FELIZES!

O Tudoemaisalgumacoisaleonor deseja a todos os seus leitores uma QUADRA NATALÍCIA MUITO FELIZ, e um NOVO ANO de 2019, conforme as suas aspirações.



(imagem da nossa árvore de Natal)

10 dezembro 2018

70º ANIVERSÁRIO DA DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS



Comemora-se hoje o 70º aniversário da DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos foi adotada pela Assembleia Geral das Nações Unidas no Palácio de Chaillot, em Paris, três anos após o fim da Segunda Guerra Mundial. O texto foi discutido, durante 18 meses, por um comité com membros e conselheiros de todo o mundo”.

No seu artigo 1º declara-se que:

Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotados de razão e consciência e devem agir em relação uns aos outros com espírito de fraternidade”.

Na mensagem que divulgou pelo Dia dos Direitos Humanos, António Guterres afirmou que a
Declaração Universal dos Direitos Humanos “tem sido um farol global iluminando a dignidade, a igualdade e o bem-estar e trazendo esperança a lugares obscuros.”

Setenta anos depois, o secretário-geral da ONU afirmou que todas as pessoas têm o dever de
defender os direitos humanos para todos, em todos os lugares.”

[Foi criado o projeto ‘Add Your Voice (https://www.un.org/en/udhr-video/curated.shtml)’, que visa promover e disseminar a Declaração Universal dos Direitos do Homem em mais de 100 idiomas].

[Foi também lançado um site chamado ‘Stand Up 4 Human Rights '(http://www.standup4humanrights.org/en/index.html)’].

A aplicação online permite que as pessoas gravem a leitura de um artigo da Declaração na sua língua e que partilhem essa gravação nas redes sociais.

Já foram feitas gravações de artigos em mais de 80 línguas”.

Recorda-se que o Conselho de Ministros, através da Resolução do Conselho de Ministros n.º 48/2018, de 5 de abril, publicada no Diário da República, 1.ª série — N.º 83 — 30 de abril de 2018 consignou que:

No corrente ano de 2018, assinala -se o 70.º aniversário da proclamação da Declaração Universal dos Direitos
Humanos (DUDH), e os 40 anos da sua publicação oficial no Diário da República em Portugal, bem como o 40.º aniversário da adesão de Portugal à Convenção Europeia dos Direitos Humanos (CEDH), que consumou a edificação entre nós do Estado de direito constitucional, nos termos da Constituição da República Portuguesa de 1976.
Reconhecendo a importância histórica de que se reveste a aprovação da DUDH pela Assembleia Geral das Nações
Unidas, reunida na sua terceira sessão, em Paris, a 10 de dezembro de 1948, e a aprovação da CEDH em Roma,
em 1950, no âmbito do Conselho da Europa, entende o Governo ser seu dever reafirmar a adesão de Portugal, à
mensagem humanista e universalista tão claramente projetada nos dois documentos fundacionais que pretende
comemorar: a Declaração, que esteve na génese de uma ordem jurídica global baseada na dignidade humana, e a
Convenção, que no âmbito europeu constitui um garante maior de que os direitos humanos são integralmente respeitados pelas Partes que a ela se vincularam.
A República Portuguesa reconhece, valoriza e promove os direitos humanos em todas as instâncias. Portugal pugnapelo cumprimento das obrigações que assumiu em virtude da sua adesão a estes instrumentos internacionais e contribui ativamente, nos fóruns regionais e internacionais competentes, para o desenvolvimento e aprofundamento dos Direitos Humanos enquanto ramo vivo do Direito Internacional.
O Governo considera, por isso, ser pertinente e oportuna
a comemoração destas duas importantes efemérides. Desde logo, como ocasião simbólica para divulgar os direitos
humanos, conferindo -lhes maior visibilidade, e para estimular o debate público sobre os mesmos, tendo em conta
a realidade nacional, fomentando a reflexão sobre a forma de exercer plenamente a cidadania e de criar uma consciência coletiva dos direitos e obrigações dos cidadãos. Nesta perspetiva, sem prejuízo de outras vertentes de ação que possam vir a ser exploradas, o Governo considera essencial promover iniciativas educativas, em contexto escolar, destinadas a crianças e jovens, que visem a aprendizagem sobre os direitos humanos.
Assim:
Nos termos das alíneas d) e g) do artigo 199.º da Constituição,
o Conselho de Ministros resolve:
1 — Criar o Grupo de Trabalho Interministerial para as Comemorações dos 70 anos da Declaração Universal
dos Direitos Humanos (DUDH) e dos 40 anos da Adesão de Portugal à Convenção Europeia dos Direitos Humanos (CEDH), adiante designado Grupo de Trabalho.
2 — Estabelecer que o Grupo de Trabalho tem por missão:
a) Assinalar e comemorar os 70 anos da DUDH e os 40 anos da sua publicação oficial em Portugal;
b) Assinalar e comemorar os 40 anos da adesão de Portugal à CEDH;
c) Divulgar e estimular o debate público sobre a temática dos direitos humanos e sobre os seus desafios na
atualidade;
d) Promover iniciativas de caráter educativo, em contexto escolar, que visem a aprendizagem sobre os direitos
humanos.
3 — Determinar que o Grupo de Trabalho é constituído, nomeadamente, por:
a) Um Comissário, que preside;
b) Dois representantes do Ministro dos Negócios Estrangeiros;
c) Um representante da Secretária de Estado da Cidadania
e Igualdade;
d) Um representante da Ministra da Justiça;
e) Dois representantes do Ministro da Educação.
4 — Nomear como Comissário do Grupo de Trabalho o Professor Doutor Vital Martins Moreira, cuja nota curricular consta do anexo à presente resolução e que delafaz parte integrante.
5 — Determinar que os membros do Grupo de Trabalho não auferem qualquer acréscimo remuneratório ou abono
pelo exercício das suas funções.
6 — Mandatar o Comissário para se articular e cooperar com a Assembleia da República, com a Provedoria de
Justiça e com outras instituições públicas interessadas, no âmbito das iniciativas que estas entidades venham a promover no quadro das comemorações do 70.º aniversário da DUDH e do 40.º aniversário da adesão de Portugal à CEDH.
7 — Determinar que o apoio técnico, logístico e administrativo necessário ao funcionamento do Grupo de
Trabalho é assegurado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros e pelo Ministério da Justiça.
8 — Estabelecer que o Grupo de Trabalho aprova e publicita, designadamente, na Internet, as linhas orientadoras
do Programa das Comemorações até 30 de junho de 2018.
9 — Definir que das linhas orientadoras do Programa das Comemorações deve constar, designadamente:
a) A organização de uma sessão comemorativa do 70.º aniversário da aprovação da DUDH;
b) A organização de uma sessão comemorativa do 40.º aniversário da adesão de Portugal à CEDH;
c) A organização de seminários ou conferências sobre Direitos Humanos, que deverá contar com o envolvimento
das entidades públicas e da sociedade civil que se dediquem à temática dos direitos humanos (e.g. instituições
de ensino superior, centros de investigação e organizações não -governamentais), e cuja realização deverá ser
descentralizada e promover o envolvimento de agências e organismos internacionais;
d) A organização de uma iniciativa educativa a promover nas escolas a nível nacional;
e) A organização de uma campanha nacional de divulgação e sensibilização para os Direitos Humanos;
f) A articulação com iniciativas a desenvolver ao abrigo de planos ou estratégias nacionais em curso cuja associação a estas comemorações seja relevante, nomeadamente o Portugal + Igual — Estratégia Nacional para a Igualdade e a Não Discriminação 2018 -2030, e os respetivos planos de ação, a Estratégia Nacional para a Integração das Comunidades Ciganas e a Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania.
10 — Determinar que as iniciativas previstas no Programa das Comemorações deverão ser financeiramente
suportadas pelos orçamentos das áreas governativas competentes, em montante a fixar por despacho dos respetivos Ministros.
11 — Estabelecer que o Grupo de Trabalho se extingue no dia 31 de dezembro de 2018, devendo apresentar um
relatório sobre a sua atividade.
12 — Determinar que a presente resolução produz efeitos a partir da data da sua publicação.


29 novembro 2018

CONDECORADOS PELO PRESIDENTE DA REPÚBLICA O ANTERIOR PRESIDENTE DO S.T.J. E A ANTERIOR P.G.R.

Foi hoje publicitado no Diário da República que, por Alvarás de 2 e 22 de Outubro de 2018, o anterior Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Juiz Conselheiro António Silva Henriques Gaspar, e a anterior Procuradora-Geral da República, Dr.a Maria Joana Raposo Marques Vidal, respectivamente, foram agraciados com a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo.

"A Ordem Militar de Cristo destina-se a distinguir destacados serviços prestados ao País no exercício das funções de soberania".



(imagens de c.s.m.org.pt e sic.noticias.sapo.pt)

MAIS UM PARTIDO POLÍTICO: É O ALIANÇA, E FOI HOJE ADMITIDO PELO TRIBUNAL CONSTITUCIONAL

O acórdão do Tribunal Constitucional hoje (28/11/2018) publicado no Diário da Republica, II.ª série - Parte D, deferiu o pedido de Pedro Santana Lopes e de outros quatro requerentes e [mandou registar no registo próprio do Tribunal Constitucional, o partido político denominado «Aliança», com a sigla «A» e símbolo que anexaram].

Concretizou-se assim o publicitado propósito de Pedro Santana Lopes constituir um novo partido que, nos termos do artigo 1.º do Projecto de Estatutos, também publicado no mesmo Diário da República será inspirado nos princípios e valores do personalismo, liberalismo e solidariedade, no respeito pela Constituição da República Portuguesa, na dignidade da pessoa humana e na afirmação da vontade popular para a construção de uma sociedade mais livre, mais justa e mais solidária.

Este partido integrar-se-á na área social-democrata, de que é oriundo Pedro Santana Lopes, podendo vir a constituir mais uma "dor de cabeça" para Rui Rio e, quem sabe, determinar deserções e divisões no PPD/PSD.




(imagem: cópia do símbolo anexo ao Acórdão do Tribunal Constitucional)

03 novembro 2018

O ARMISTÍCIO - O FIM DA PRIMEIRA GRANDE GUERRA MUNDIAL (1914-1918)

PORTUGAL interveio na PRIMEIRA GRANDE GUERRA MUNDIAL, que se iniciou em 1914 e terminou com o ARMISTÍCIO (termo formal das hostilidades) em 11 de novembro de 1918.

As comemorações do Centenário deste ARMISTÍCIO decorrerão em FRANÇA no dia 11 de novembro de 2018.

Como o nosso Presidente da República pretende, por um lado, estar presente nas comemorações que, este ano, em Portugal, se traduzem num muito importante desfile militar e policial, e também comparecer em França, o referido desfile ocorrerá amanhã, 4 de novembro.

Um tão importante desfile sempre exigiria um "ensaio" dos militares e forças policiais, "ensaio" que decorreu hoje em Lisboa, provocando enorme perturbação no trânsito.

O impedimento da circulação rodoviária por muitas artérias lisboetas, não obstou a que colunas militares, em trânsito para o local da prevista PARADA MILITAR, circulassem conjuntamente com o trânsito civil.

Espera-se que o ENSAIO tenha sido um êxito, e a PARADA MILITAR de amanhã constitua um SUCESSO BRILHANTE, digno do CORPO EXPEDICIONÁRIO PORTUGUÊS (CEP) enviado para as trincheiras há cem anos atrás.



(Imagem: cópia digital do bilhete postal do Serviço Fotográfico do Corpo Expedicionário Português - Fotografia Garcez - Divisão de Edições da Assembleia da República - Outubro 2014)

30 outubro 2018

1418 / 2018 - PERFAZEM-SE 600 ANOS SOBRE A NOMEAÇÃO RÉGIA DE FERNÃO LOPES PARA GUARDA-MOR DA TORRE DO TOMBO!

De origem popular, notário de profissão, guarda-mor da Torre do Tombo desde 1418, Fernão Lopes é encarregado por D. Duarte, provavelmente ainda infante, de «pôr em crónica» as histórias dos reis seus antepassados e recompensado em 1434 com uma onça régia.

Por «pôr em crónica» entendia-se nesta época dispor ordenadamente, numa redacção contínua, as crónicas e memórias que se conservavam. Fernão Lopes [...] utilizou também os documentos arquivísticos da Torre do Tombo [...].

O que há de mais notável em Fernão Lopes e o que o torna inconfundível entre todos os cronistas da Idade Média é a larguíssima visão de conjunto que lhe permite discernir muito mais do que os feitos dos reis e cavaleiros - todo o processo histórico da revolução que transformou nos séculos XIV e XV a sociedade portuguesa (in História da Literatura Portuguesa - António José Saraiva - Publicações Europa-América, 10ª edição, Maio de 1970).

A Torre do Tombo assinala a nomeação de FERNÃO LOPES para guarda-mor desta insubstituível Instituição, e o decurso de 600 anos sobre a mesma, para proceder a uma Exposição sobre tão importante personagem, hoje inaugurada, e a partir de amanhã acessível ao público.

Inserimos, de seguida, cópia da Notícia respectiva, que consta do Portal da Torre do Tombo.

Exposição: “Fernão Lopes guardador das escrituras do tombo (1418-1454)”

31 Outubro | 31 Janeiro
Inauguração: 30 Outubro, 18h00
Entrada livre

A Torre do Tombo assinala a passagem dos 600 anos sobre a nomeação de Fernão Lopes como Guardador das Escrituras do Tombo com uma exposição documental, à qual se associa uma mostra bibliográfica de homenagem ao Professor Doutor António Borges Coelho e uma exposição de algumas das pinturas originais da autoria do pintor Rogério Ribeiro, que ilustraram a obra Fernão Lopes: Crónicas de D. Pedro I, D. Fernando e D. João I – Antologia.

17 julho 2018

FALECEU ALTINO DO TOJAL, O AUTOR DA CELEBRADA OBRA "OS PUTOS"!

ALTINO DO TOJAL, autor dos contos compilados na obra "OS PUTOS", inicialmente publicada em Outubro de 1964 e, depois, muitas vezes reeditada (são 29 as edições da Imprensa Nacional - Casa da Moeda, sempre revistas e aumentadas), faleceu no domingo.

"OS PUTOS" foram um livro de "culto" dos adolescentes e jovens, particularmente nas décadas de 60 e 70 do  século passado.

ALTINO DO TOJAL foi jornalista e escritor e escreveu na 28.ª edição (2001) da Imprensa Nacional - Casa da Moeda, de que exibimos uma cópia da capa:

- Palpita tanto de mim neste livro quadragenário que, se me abalançasse a uma autobiografia, o primeiro dos seus 145 contos - escrito quando jovem, num austero quartito alugado onde o sonho era o único conforto - seria excelente começo, enquanto o último - escrito já no Inverno da vida - seria o epílogo perfeito.

Note-se que, ALTINO DO TOJAL, na 5.ª edição da Seara Nova d´OS PUTOS, apresenta apenas 23 contos: o 1.º intitulado O campo de Judite; o 23.º denominado Sardinhas e Lua, e que o autor, numa sua "arrumação", veio a chamar OS PUTOS DA PRIMAVERA, por terem sido publicados na sua juventude. 







(imagens: cópia das capas de "OS PUTOS", na 5.ª edição (1975) da Seara Nova, e da 28.ª edição (2001) da Imprensa Nacional - Casa da Moeda)