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14 novembro 2015

AMANHÃ FAZEMOS 10 ANOS!




Tal como o título indica aqui escreve-se sobre tudo e mais alguma coisa... :P

Vou-me iniciar nisto dos blogs e dos posts...
Não sei bem o que vai sair deste blog.
Talvez fotos... encontros a combinar... vamos ver!


Publicada por Leonor à(s) 12:02


Foi desta forma simples que a LEONOR iniciou o TUDOEMAISALGUMACOISALEONOR!

Decorria o dia 15 de Novembro de 2005; eram 12:02 horas.

Amanhã o blog faz, assim, dez (10) anos!

ESTÁ A LEONOR DE PARABÉNS!

Nestes dez (10) anos aqui foram divulgadas trezentas e oitenta e cinco (385) mensagens; variadas e para todos os gostos ...

Não podemos precisar o número de visitantes do blogue da LEONOR.

A LEONOR, há mais de dois anos procedeu a uma reconfiguração do blogue, e - inesperadamente - houve uma quebra na continuidade da contagem dos visitantes.

Em 15 de Novembro de 2013, após a alteração, já se encontravam contadas 7180 visitas.

Como em 15 de Novembro de 2011 havíamos contado 13.566 visitas e agora se encontram contadas 11.583 visitas, não andaremos muito longe se afirmarmos que o TUDOEMAISALGUMACOISALEONOR já foi visitado cerca de trinta e quatro mil e quatrocentas (34.400) vezes, considerando um número indeterminado de visitas entre 15 de Novembro de 2011 e a data da criação do novo "contador".

Com pena registamos a insignificância dos comentários às nossas mensagens...

A culpa continua a ser nossa...

As nossas mensagens ainda não conseguiram motivar suficientemente os visitantes por forma a determinar uma sua reacção...

Iremos todavia prosseguir; continuamos a ter ideias para organizar, ordenar e sistematizar melhor o "nosso" blogue.

PARABÉNS LEONOR!



(imagem de "mensagemdeaniversarios.com.br")

28 março 2010

RECORDEMOS HERCULANO quando se perfazem 200 anos sobre a data do seu nascimento !


Em 28 de Março de 1810 nascia em Lisboa ALEXANDRE HERCULANO DE CARVALHO ARAÚJO um nos nossos maiores e mais controversos escritores.

É muito difícil falar de Herculano, cuja obra literária e de estadista desencadeou "ódios" e "apoios" que acabaram por o reconduzir para um "exílio" agrícola em "Vale de Lobos" que "foi uma granja modelo onde até os mais contumazes na rotina [iam] estudar e aprender. Era ainda um serviço prestado por aquele homem de eleição, entre tantos que fizera ao seu país" (Bulhão Pato, "Os últimos dias de Alexandre Herculano" (Lisboa, 1880).

Mas dizer apenas isto de Herculano,constituiria uma desvalorização desmerecida do escritor e homem que foi Alexandre Herculano.

Transcreva-se, assim, a obra de Herculano vista por outro ilustre escritor, Oliveira Martins: "Obras de três naturezas diversas nos revelam pelo estilo três fisionomias distintas. A primeira, oficial e grave, são os seus trabalhos históricos, onde o período redondo e clássico, mas sem afectação quinhentista, se desenvolve alimentado pelos caldos de Vieira que nos receitava, a nós os moços, para educar a mão. A segunda são os seus romances e escritos humorísticos, onde, mal ataviado o período jesuítico, às vezes combinado com formas e tours estrangeirados, transparece sempre o gout du terroir, o cunho de portuguesismo duro e pesado, mais agressivo do que engraçado. Na terceira, finalmente, em nossa opinião a mais bela: nos escritos de polemista, a frase rotunda é quente, a agressão é viva, as palavras têm calor, e a dureza do génio lusitano acha nos sentimentos expressos em orações duras, uma convicção, uma independência que a enobrecem. Ouve-se a voz do estóico, e há uma harmonia perfeita entre o pensamento profundo, grave e forte, e o estilo redondo, sóbrio e nobre. A retórica clássica é o molde proprio do clássico pensamento estóico. Mas entre estas obras há uma, uma única (Carta à Academia das Ciências, onde o homem íntimo, sensível, caridoso e simples, esse homem que nós esboçámos fugitivamente, porque a vida, a educação, o temperamento, de mãos dadas concorriam para o subalternizar ao hommem estóico, há uma, dizemos, em que as palavras não falam apenas, choram e vociferam, tem lágrimas e imprecações e ironias. Ferido no vivo coração da sua existência, o homem pôs no papel o melhor do seu sangue. O que o génio do artista obtém com a intuição, consegue-o o poeta com a emoção. A Carta à Academia é tão bela como as melhores das poesias íntimas de Herculano.
Para ele que, como lusitano, nada tinha de artista (prova os seus romances), a literatura era uma missão e não um diletantismo. O Universo, a história, a sociedade não se lhe apresentavam como assunto de estudos subtis e curiosos, de obervações finas ou profundas, de quadros brilhantes, vivos ou comoventes; mas sim como objecto de afirmações ou negações, inspiradas pela convicção estóica. Nos seus livros pode seguir-se ao mesmo tempo o desenvolvimento do seu pensamento e a história da sua consciência. São o retrato da alma do autor, ora apaixonada, ora melancólica; quase sempre triste, mas sempre convicta, enérgica e franca"(in nota introdutória às "Lendas e Narrativas".


(immagem: cópia do capa do catálogo de um Exposição sobre um aspecto menos conhecido do Herculano - estadista; Presidente da Câmara Municipal de Belém)

30 janeiro 2010

31 DE JANEIRO DE 1908 - O ADVENTO DA REPÚBLICA ?



Iniciam-se amanhã as comemorações da implantação da República em Portugal, que ocorreu em 5 de Outubro de 1910.

Para o início destas comemorações não serão alheios os acontecimentos que se verificaram em 31 de Janeiro e 1 de Fevereiro de 1908, a seguir explicitados nos textos que de seguida transcrevemos com a indicação das fontes:

"No dia 31 de Janeiro de 1908, o rei, que se encontrava em Vila Viçosa, tinha dado carta branca a um documento que autorizava a expulsão para fora do país ou o degredo nas colónias de todos os criminosos que cometessem crimes contra a segurança do Estado. Se este facto influenciou de algum modo o que se viria a passar no dia seguinte é algo que a História provavelmente nunca virá a dar resposta. Todavia a maior parte dos historiadores pensam que o regicídio foi um acto que era há muito planeado e que esse documento não influenciou de forma decisiva o que viria a acontecer no dia seguinte."
http://www.citi.pt/cultura/historia/personalidades/afonso_costa/regici3.html


"A 1 de Fevereiro de 1908, D. Carlos e o príncipe herdeiro D. Luís Filipe, são assassinados no Terreiro do Paço, em Lisboa. Quase 4 meses após o regicídio, o já então rei D. Manuel II, descreve a forma como viveu este trágico acontecimento, sob o título de "Notas absolutamente íntimas"."
http://historiaaberta.com.sapo.pt/lib/doc012.htm

(imagem: catálogo da mostra evocativa que vai decorrer na Biblioteca Nacional de Portugal, entre 16 de Fevereiro e 16 de Maio - [org.] Biblioteca Nacional de Portugal; coord. Manuela Rêgo; apresent. Amadeu Carvalho Homem; iconog. Graça Garcia; rev. R. Saraiva. Lisboa: BNP, 2009. 103 p.: il.)