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24 abril 2024

 

50º ANIVERSÁRIO DO 25 DE ABRIL



LIBERDADE!


V I V A A LIBERDADE CONQUISTADA!



DEMOCRACIA!




V I V A A DEMOCRACIA!



18 janeiro 2024

HOJE NA GULBENKIAN: STRAVINSKY, RAVEL E FAURÉ!

 

Hoje, na Gulbenkian (Grande Auditório), será apresentada PÉTROUCHKA (versão de 1947) - a obra de IGOR STRAVINSKY para piano e orquestra -, a que se seguirá, do mesmo compositor, SCHERZO À LA RUSSE.


Ouvir-se-á também o Concerto para Piano, com a mão esquerda, em Ré maior, de MAURICE RAVEL, e Suite Pelléas et Mélisande, op. 80, de GABRIEL FAURÉ.


A ORQUESTRA GULBENKIAN será dirigida pelo maestro americano, estreante na Gulbenkian, ROBERT TREVIÑO, e atuará o pianista belga DENIS KOZHUKHIN.


O espetáculo de hoje será renovado amanhã com transmissão direta na Antena 2.


05 janeiro 2024

 

CONCERTO DE ANO NOVO NA GULBENKIAN


Hoje, no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian, pelas 19:00 horas, o maestro francês FRÉDÉRIC CHASLIN vai dirigir a Orquestra Gulbenkian no Concerto de Ano Novo, com intervenção do tenor, natural do Chile, JONATHAN TETELMAN.


Neste Concerto serão interpretadas as obras:


  • Valsa do Imperador, op. 437, de JOHANN STRAUSS II;

  • Rigoletto: ”Questa o quella”, Macbeth: “O figli, o figli miei!...Ah, la paterna mano”, de GIUSEPPI VERDI;

  • Cavalleria Rusticana: Intermezzo Sinfonico, de PRIETO MASCAGNI;

  • Abertura da ópera Carmen, de GEORGES BIZET;

  • L’elisir d'amore: “Una furtiva lagrima”, de GAETANO DONIZETTI;

  • Tratsch-Polka, op. 214, de JOHANN STRAUSS II;

  • Fedora: “Amor ti vieta”; de UMBERTO GIORDANO;

  • La Gioconda: Danse des heures, de AMILCARE PONCHIELLI;

  • Manon Lescaut: “Donna non vidi mai” Tosca: “Scrivete… E lucevan le stelle”, de GIACOMO PUCCINI;

  • II Pizzicato Polka Abertura da opereta O Barão Cigano, de JOHANN STRAUSS II;

  • La tabernera del puerto: “No puede ser” , de PABLO SOROZÁBAL;

  • No Belo Danúbio Azul, op. 314, de JOHANN STRAUSS II


O Concerto de hoje, que renova o que se realizou ontem, será transmitido pela Antena II.

02 janeiro 2024

 O POPULISMO INOCENTARIA ANTÓNIO COSTA!


A INTERCAMPUS fez para o Correio da Manhã/CMTV uma sondagem sobre a situação do Primeiro-ministro António Costa na denominada Operação Influencer, onde – a crer no que se escreve naquele jornal - se afirma que [a maioria1 dos portugueses, não leva muito a sério as suspeitas sobre o primeiro-ministro; que 70,7% dos inquiridos acreditam que será ilibado, e não será acusado].

Esta sondagem foi, depois, referida por outros órgãos de comunicação social, sem crítica ou apreciação e não se estranharia que nos canais de TV viesse a ser objeto de consideração ou comentário.

Surpreende a finalidade desta sondagem, sabendo-se, como se sabe, que nos Estados de Direito Democrático, a administração da justiça criminal não se realiza em julgamento popular, e cabe exclusivamente aos Tribunais, que a exercem em nome do povo (cf. nº1, do artigo 202.º da Constituição da República Portuguesa).

É verdade que o povo pode intervir nalguns julgamentos de natureza criminal através dos seus representantes, mas para tanto estes têm de ser reconhecidos como jurados, em tribunal do júri (cf. Decreto-Lei n.º 387-A/87, de 29 de dezembro).

Por outro lado, a competência para exercer a ação penal pertence ao Ministério Público (cf. artigo 2.º da Lei nº 68/2019, de 27 de agosto), que deduz acusação quando “tiverem sido recolhidos indícios suficientes de se ter verificado crime e de quem foi o seu agente” (cf. nº 1 do artigo 283.º do Código de Processo Penal).

Ora, como nada se sabe do inquérito que se encontra pendente nos serviços do Ministério Público no Supremo Tribunal de Justiça, não se vislumbra fundamento mínimo para as respostas que consubstanciam a Sondagem, absolutamente impertinente, constituindo as mesmas meros palpites sem qualquer seriedade, induzidas por comentadores, que dissertam sobre tudo e nada, por razões diletantes e de mera especulação académica, política ou partidária.

Este tipo de sondagens só podem reforçar o POPULISMO de que tantos se dizem adversários.
















1 A INTERCAMPUS esclareceu que foram entrevistadas 661 pessoas.

01 janeiro 2024

No ciclo eterno das mudáveis coisas


No ciclo eterno das mudáveis coisas

Novo inverno após novo outono volve

À diferente terra

Com a mesma maneira.

Porém a mim nem me acha diferente

Nem diferente deixa-me, fechado

Na clausura maligna

Da índole indecisa.

Presa da pálida fatalidade

De não mudar-me, me infiel renovo

Aos propósitos mudos

Morituros e infindos.


(in Odes, RICARDO REIS - 24/11/1925)

31 dezembro 2023

 tempo

Passou o Tempo;

e as folhas giraram.

Rodou o Tempo;

e as folhas caíram.

É a luta, a fúria,

ilusão dum momento;

e as horas seguiram.

E Ele vem, avança,

sempre, sempre

e não se cansa.

É velho já

tudo o que era novo;

e Ele não parará

Passa, arrasta, leva;

e é o som do silêncio;

e é a luz da treva.

E Ele nada sente,

Tudo fica em pó,

E Ele marcha só, 

eternamente.


(Poemas - Mário-Henrique LEIRIA - 1923-1980)




12 janeiro 2023

"Star Wars: O Regresso de Jedi" - Hoje na Gulbenkian

Realiza-se hoje, às 20:00, no Grande Auditório da FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN, integrado no Ciclo Orquestra Gulbenkian, o concerto "Stars Wars: O Regresso de Jedi".

(imagem de Wikipedia Commons)


Este programa musical é renovado na sexta-feira e no sábado, em idênticas circunstâncias de tempo e local.

A Orquestra vai interpretar a banda sonora do filme STAR WARS, na parte relativa ao episódio VI - O Regresso de Jedi, e à correspondente MARCHA IMPERIAL, segundo criação de John Williams, como melhor se resume na divulgação da obra pela Gulbenkian, a saber: 

Terceiro capítulo da muito popular interpretação ao vivo pela Orquestra Gulbenkian da banda sonora da saga Star Wars. Tendo-se inspirado em motivos de música clássica e barroca, John Williams criou uma série de temas associados às personagens principais, mas no episódio VI, O Regresso de Jedi, explorou as novas nuances emocionais do filme transformando a emblemática Marcha Imperial que acompanha Darth Vader numa composição mais densa e complexa, em sintonia com o destino da principal figura do lado negro da Força. Um imperdível espetáculo no encerramento da trilogia original.


26 dezembro 2022

MEGA FERREIRA DEIXOU-NOS!


Faleceu hoje o notável escritor, poeta, ensaísta, cronista, jornalista, investigador, dirigente e organizador cultural ANTÓNIO MEGA FERREIRA.

Tinha apenas 73 anos, e muito se esperava do seu enorme talento e distinto nível cultural.

Atrevemo-nos a dizer que o seu saber e inteligência, iniciativa, personalidade modesta, simpática, cordial, afável e inesgotável capacidade de trabalho eram disputadas pelas entidades públicas ou privadas que se dedicam à prestação cultural em várias áreas.

É, assim, compreensível que tenha tido um papel essencial na "edificação" da EXPO 98, na gestão da PARQUE-EXPO; na Direção do Centro Cultural de Belém; na direção da METROPOLITANA de Lisboa; no Conselho de Curadores da FUNDAÇÃO SARAMAGO; no Conselho Editorial da Imprensa Nacional-Casa da Moeda; na Direção Literária da Coleção Itálica; na Fundação das Revistas LER e OCEANOS. Foi Chefe de Redação no Jornal de Letras (JL). 

À data da sua morte, em conformidade com a WIKIPÉDIA foi autor dos seguintes livros: 

  • Graça Morais: linhas da terra (1985)

  • O heliventilador de Resende (1985)

  • As palavras difíceis (1991)

  • Os princípios do fim: poemas 1972-1992 (1992)

  • Os nomes da Europa (1994)

  • A borboleta de Nabokov (2000)

  • A expressão dos afectos (2001)

  • Amor: novela (2002)

  • As caixas chinesas (2002)

  • Retratos de sombra (2003)

  • O que há-de voltar a passar: narrativa (2003)

  • Roma: exercícios de reconhecimento (2003)

  • Fotobiografia Teixeira de Pascoaes (2003)

  • Uma caligrafia de prazeres (2003)

  • Amor (2004)

  • Fazer pela vida: um retrato de Fernando Pessoa, o empreendedor (2005)

  • Graça Morais: os olhos azuis do mar (2005)

  • Abel Salazar: o desenhador compulsivo (2006)

  • Por D. Quixote : o literato, o justiceiro e o amoroso (2006)

  • A blusa romena: romance (2008)

  • Lisboa song (2009)

  • Roma (2010)

  • Papéis de jornal: crónicas (2011)

  • Macedo: uma biografia da infâmia (2011)

  • Cartas de Casanova: Lisboa 1757 (2013)

  • O essencial sobre Marcel Proust (2013)

  • O essencial sobre Albert Camus (2013)

  • Viagem à literatura europeia (2014)

  • Vidas instáveis (2014)

  • Viagens pela ficção hispano-americana (2015)

  • O essencial sobre Dom Quixote (2016)

  • Itália - Práticas de viagem (2017)

Esta relação peca por defeito já que lhe são conhecidos mais de 40 livros. 

A qualidade da sua obra mereceu a atribuição de vários prémios, nomeadamente ROMA-ITÁLIA; LITERATURA DE VIAGENS DE MARIA ONDINA BRAGA (2022), com referência às suas CRÓNICAS ITALIANAS, publicadas em 2021 pela Editora Sextante, e uma condecoração presidencial.

A distinta avaliação da sua prestação em várias áreas da vida nacional e da modernização de Lisboa é quase unânime.

MEGA FERREIRA é também dos nossos escritores preferidos.


    (Digitalização da capa de um dos nossos livros de Mega Ferreira) 

25 dezembro 2022

NATAL 2022 / NOVO ANO 2023!

Neste nosso PORTUGAL, trocadas as prendas e prendinhas de NATAL, importa olhar para este nosso mundo em GUERRA, e tão maltratado!

O egoísmo, a competição, a febre da liderança, o poder, a prepotência, o neocolonialismo e muitas outras más razões e fundamentos não PERMITEM que os povos vivam em PAZ!

Tudo isto DETERMINA a POBREZA, a FOME, a MISÉRIA, a DISCRIMINAÇÃO, o RACISMO, o CRIME ... ...

ACTUEMOS CONTRA ESTA MALDADE!

 

02 maio 2021

 VIVAM AS MÃES!


O DIA DA MÃE são 365 ou 366 dias, ano após ano!

25 abril 2021

 47 ANOS DE 25 DE ABRIL!

Neste ano de 2021, 2º (ou 3º?) ano da pandemia do COVID 19, perfazem-se 47 anos sobre um dos mais importantes eventos da nossa História, o do golpe de Estado do denominado MOVIMENTO DAS FORÇAS ARMADAS (MFA), logo apoiado massivamente pelos portugueses.

Como é sabido, a acção dos militares destinou-se a pôr termo ao regime político que vigorava em Portugal há mais de 40 anos, instaurado na sequência de um outro golpe de Estado ocorrido em 1926, chefiado pelo General Gomes da Costa.

Esse regime governava sob a forma de uma ditadura, que oprimia e explorava a maioria dos portugueses, e mantinha ainda sob regime colonial alguns territórios de África e Timor.


 

05 fevereiro 2021


 

FINALMENTE! HONRAS DE PANTEÃO NACIONAL PARA EÇA DE QUEIROZ!





Foi hoje publicada a Resolução da Assembleia da República que concedeu honras de Panteão Nacional aos restos mortais de José Maria Eça de Queiroz em reconhecimento e homenagem pela obra literária ímpar e determinante na história da literatura portuguesa.


A Resolução foi aprovada em 15 de janeiro deste ano, mais de um século decorrido desde o falecimento do homenageado, em 16 de agosto de 1900.


Agora, todos aguardamos que o grupo formado para a sua trasladação seja célere nos procedimentos necessários para concretizar o importante evento.


Recordamos que Eça de Queiroz – um dos maiores escritores escritores portugueses de sempre -, foi o autor de extensa obra, designadamente:


  • O Crime do Padre Amaro;

  • O Primo Basílio;

  • A Relíquia;

  • A Cidade e as Serras;

  • Os Maias;

  • A Capital;

  • O Conde d`Abranhos.

Assinalamos ainda que a Assembleia da República concedeu idêntica homenagem à poetisa SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN, falecida em 2004 e ao futebolista EUSÉBIO DA SILVA FERREIRA, falecido em 2014.


(Imagem: Digitalização da capa de "EÇA DE QUEIROZ e os políticos", de Luís de Oliveira Guimarães; Edições VIC - LISBOA)

01 janeiro 2021

 



2021


No breve número de doze meses




No breve número de doze meses


O ano passa, e breves são os anos


Poucos a vida dura.


Que são doze ou sessenta na floresta


Dos números, e quanto pouco falta


Para o fim do futuro!


Dois terços já, tão rápido, do curso


Que me é imposto correr descendo, passo.


Apresso, e breve acabo.


Dado em declive deixo, e invito apresso


O moribundo passo.



(in Odes, de RICARDO REIS; imagem de Portugues.com.br)



25 abril 2020

O “25 DE ABRIL DE 1974” RENOVA-SE HOJE PELA 46.ª VEZ.



O 25 de Abril de 1974 é uma importante data da nossa historia contemporânea, e por isso a assinalamos sempre, mesmo com um dia feriado.

Ao longo do ano são especialmente recordadas outras datas em que ocorreram factos que marcaram de forma indelével o regime e governo de PORTUGAL e dos PORTUGUESES como, por exemplo,
a RESTAURAÇÃO DA INDEPENDÊNCIA, no 1.º de Dezembro de 1640, e a IMPLANTAÇÃO DA REPÚBLICA, em 5 de Outubro de 1910.

A importância do 25 de Abril de 1974 deriva, não só da sua essência e inimagináveis consequências, mas também da circunstância de até à data, e ainda por muitos anos, se contarem por milhões os portugueses que viveram os factos e, ainda, vêm protagonizando a situação.

Para compreensão dos restantes portugueses, é altura de referir que os chamados capitães de Abril dirigiram um golpe fatal contra o regime político ditatorial de características fascizantes / corporativistas que governava PORTUGAL, o chamado ESTADO NOVO, saído do Golpe Militar do General Gomes da Costa em 28 de Maio de 1926.

O governo, dirigido por OLIVEIRA SALAZAR desde 1932, e por MARCELO CAETANO desde 1968, perdurou cerca de 48 anos.

Foi este regime / governo que EXPLOROU / OPRIMIU / REPRIMIU / TORTUROU / CENSUROU, TIROU A VIDA a muitos portugueses e africanos, FEZ A GUERRA COLONIAL, que foi derrotado em 25 DE ABRIL DE 1974, com o apoio geral do POVO PORTUGUÊS.

Todos os anos, no dia 25 DE ABRIL, a Assembleia da República reúne Extraordinária e Solenemente, com o Presidente da República e os membros do Governo, e muitos convidados, particularmente, os elementos das Forças Armadas, ainda vivos, que ousaram, com êxito, “virar as suas armas contra o Poder”, então, vigente, para RECORDAR condignamente aquele evento de inultrapassável dimensão histórica.

Esta cerimónia não prejudica as manifestações de rua, iniciativas e realizações organizadas com idêntica finalidade e com as mais variadas origens, que decorrem em muitos locais de Portugal. A adesão às mesmas é livre e a ninguém é imposto participar, passear ou ocupar o seu dia no campo ou na praia.

É este ESTADO DE DIREITO DEMOCRÁTICO e os amplos direitos, liberdades e garantias previstos na nossa CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA aprovada na Assembleia Constituinte de 2 de Abril de 1976, que faculta às portuguesas e aos portugueses aquelas livres escolhas.

Este ano tudo se passou de forma bem diferente por imposição do estado de emergência em que vivemos, em virtude da PANDEMIA que atinge praticamente todo o MUNDO, que nos exige CONFINAMENTO e uma quebra no RELACIONAMENTO SOCIAL.

A consequente limitação na forma de organizar a sinalização desta importante efeméride foi objecto de ampla controvérsia, propugnando uns pelo habitual “figurino”, e defendendo outros a sua supressão pura e simples.

Os “campos” extremaram-se sem razão, no nosso entender.

É que os acontecimentos do 25 DE ABRIL DE 1974 constituem um evento insusceptível de omissão histórica; coisa completamente diversa é a sua sinalização e valorização que o não podem atingir na sua essência e natureza.
















(fotos do signatário - Rossio de Lisboa, 25 de Abril de 2019)

31 dezembro 2019

VEM AÍ 2020!

O Tudoemaisalgumacoisaleonor vem exprimir a todos os seus leitores VOTOS de um ano 2020 com muito êxito!


(imagem: foto nossa de uma parte das decorações de Natal nas Caldas da Rainha)

24 dezembro 2019

FESTAS FELIZES!

O TUDOEMAISALGUMACOISALEONOR deseja a todos os seus leitores umas FESTAS FELIZES e um ANO de 2020 que - a todos - permita concretizar os seus sonhos.






(foto do nosso presépio)

20 setembro 2019

V CENTENÁRIO - 1.ª VIAGEM DE CIRCUM-NAVEGAÇÃO DO MUNDO

Foi neste dia, há 500 anos, que os navegadores português FERNÃO DE MAGALHÃES, e o espanhol ELCANO, iniciaram a primeira viagem de circum-navegação do mundo.

Este inolvidável evento tem vindo a ser - muito justificadamente - assinalado sistematicamente em Portugal, em Espanha, noutros países, e por importantes organizações internacionais.

O nosso blogue não podia deixar de registar este feito tão importante, significativo e pleno de consequências.

O Tudoemaisalgumacoisaleonor irá divulgar o que tem sido realizado, e o que se encontra planeado, para enfatizar aquela volta ao mundo.




(imagem do Bloco (BE) V Centenário da Expedição Magalhães-ElCano, editado simultâneamente pelos Correios de Portugal, e de Espanha)

11 agosto 2019

A MELHOR DEFESA É O CONTRA ATAQUE!

Nunca o Governo encarou qualquer outra greve como a dos motoristas do transporte de combustível, anunciada para as 00h00 horas da próxima segunda feira.

Aderindo à estratégia de que a melhor defesa é o ataque, o Governo estabeleceu uns serviços mínimos de grande dimensão, e determinou que lhe sejam transmitidos constantemente os níveis de combustível nos tanques das gasolineiras.

O Governo não deixará que o trânsito rodoviário seja afectado; que falte o combustível nos aeroportos; que a distribuição sofra quaisquer quebras, etc. etc. etc.

Para tanto, o Governo já avisou que não perdoará aos grevistas qualquer infracção aos serviços mínimos, caso em que decretará a requisição civil.

A eventual inobservância da requisição civil, para além das consequências disciplinares, desencadeará também a instauração de processos crimes por desobediência.

Os portugueses estão muito agradecidos ao Governo pela sua previdência, cautela, zelo e clarividência.

Os portugueses, que prezam sobretudo a posse de um ou mais veículos automóveis, e adoram lotar as rodovias, dia após dia, no pára arranca infernal, não fosse o diabo tecê-las, já se preveniram, sem excepção, atestando as suas bombas.

Podemos todos dormir esta noite como uns anjinhos: o Governo velará por nós, e as gasolineiras encontram-se com os seus tanques bem atestados.

Glória ao Governo que, desta vez, promete uma atitude robusta, e contra atacará onde se mostrar necessário.

O patronato também se revela tranquilo, e com os cofres bem nutridos.

VIVA, VIVA, VIVA O NOSSO PRIMEIRO-MINISTRO!




(desenho visto em galeria.colorir.com)

25 abril 2019

HOJE COMEMORAM-SE 45 ANOS SOBRE O 25 DE ABRIL!


Comemorou-se hoje o 45.º aniversário do golpe militar que derrotou a ditadura que OPRIMIA e EXPLORAVA a maioria dos portugueses desde 1926, isto é, durante 48 anos.

(imagem de flfrevista.pt)

23 abril 2019

DIA MUNDIAL DO LIVRO E DOS DIREITOS DE AUTOR!

Hoje, dia 23 de abril, é o DIA MUNDIAL DO LIVRO E DOS DIREITOS DE AUTOR.

O signatário, que se interessa muito por livros, livrarias, bibliotecas, escritores, literatura, e por tudo quanto se encontra relacionado com esta realidade, entendeu que deveria aproveitar a efeméride indicada em epígrafe para se pronunciar sobre o livro.

Refletindo sobre a matéria, concluiu que iria afirmar a importância do livro, da leitura, do crescimento dos escritores, do aumento dos livros editados, mas também das reduzidas tiragens, e da redução do número de leitores.

Algumas destas circunstâncias ninguém contesta; outras não escapariam a acesa discórdia.

Renunciámos assim a esta orientação e aprofundamento.

Optámos por reproduzir um interessante e divertido texto inserido no PRELO da Imprensa Nacional Casa da Moeda (INCM)(http://prelo.incm.pt/2018/08/tsundoku.html), intitulado: TSUNDOKU, OU A ARTE DE EMPILHAR, e um não menos interessante extrato de uma crónica  de José Luís Peixoto, publicada no Jornal de Letras, em maio de 2011, intitulada «Uma Casa Cheia de Livros».

«TSUNDOKU, OU A ARTE DE EMPILHAR

Não resiste a entrar numa livraria? Compra livros, leva-os para casa e depois depara-se com pilhas de volumes amontoados à espera de leitura? Vive no meio de estantes atulhadas de obras, adquiridas por si, que nunca foram lidas e que continuam e (tudo indica que) vão continuar à espera da sua atenção? No seu quarto há uma tonelada de livros abertos que foram apenas folheados? Uns a servirem mesmo de mesa de cabeceira? Se respondeu sim, então seguramente é um praticante de Tsundoku!
Tsundo-quê? Tsundoku! Não, não se trata de um golpe de karaté!
Foneticamente muito parecido com Sudoku, o Tsundoku não tem nada a ver com o célebre jogo de lógica e
números. Não, não tem! Trata-se de uma palavra de origem japonesa que significa literalmente comprar livros, empilhá-los e nunca os ler.
O termo teve origem no século XIX, durante a era de Meiji, no seio da burguesia nipónica muito preocupada com o olhar dos outros e com as respetivas aparências culturais. Acumulavam livros sem nunca os abrir. Mas o termo só recentemente se tornou conhecido no Ocidente. Trata-se da contração de «Tsunde», que significa «empilhar coisas» e «Oku», que significa «por algum tempo».
Atenção: quando o amor pelos livros chega a tal ponto que as relações sociais e a saúde ficam ameaçadas, já
não se trata de Tsundoku, mas sim de um transtorno obsessivo-compulsivo denominado de bibliomania (não
confundir com bibliofilia, que consiste em colecionar livros raros e preciosos, nem com bibliofagia que consiste
em destruir ou roer livros)!
Fazer dos livros apenas objetos de decoração é limitar (e muito!) a sua utilidade e contribui (e muito!) para a sua ignorância, mas uma coisa é certa: uma casa repleta de livros será sempre uma casa cheia de histórias (em potência). E depois há sempre a esperança de que aquele dia para ler aquele livro há de sempre chegar!
Escrevia Alberto Manguel na sua Biblioteca à Noite: «Não tenho nenhum sentimento de culpa diante dos livros que não li e talvez jamais lerei; sei que os meus livros têm uma paciência ilimitada. Vão esperar por mim até o fim de meus dias.»
Os seus livros – esses que comprou e ainda não leu – também estão à sua espera! Garantidamente!»


*

«Uma Casa Cheia de Livros»:

Os livros, esses animais sem pernas, mas com olhar, observam-nos mansos
desde as prateleiras. Nós esquecemo-nos deles, habituamo-nos ao seu
silêncio, mas eles não se esquecem de nós, não fazem uma pausa mínima
na sua vigia, sentinelas até daquilo que não se vê. Desde as estantes ou
pousados sem ordem sobre a mesa, os livros conseguem distinguir o que
somos sem qualquer expressão porque eles sabem, eles existem sobretudo
nesse nível transparente, nessa dimensão sussurrada. Os livros sabem mais
do que nós mas, sem defesa, estão à nossa mercê. Podemos atirá-los à
parede, podemos atirá-los ao ar, folhas a restolhar, ar, ar, e vê-los cair, duros e sérios, no chão.