Tal como o título indica aqui escreve-se sobre tudo e mais alguma coisa... :P
15 novembro 2016
11º ANIVERSÁRIO!
15 novembro 2005
O meu primeiro post
Vou-me iniciar nisto dos blogs e dos posts...
Não sei bem o que vai sair deste blog.
Talvez fotos... encontros a combinar... vamos ver!
Publicada por Leonor à(s) 12:02
FOI DESTA FORMA SINGELA QUE A LEONOR INICIOU ESTE BLOGUE EM 15 DE NOVEMBRO DE 2005.
POR ISSO, O BLOGUE DA LEONOR FAZ HOJE ANOS - É O 11º ANIVERSÁRIO.
ASSIM, JÁ DECORRERAM MUITOS ANOS...
O BALANÇO DESTE ÚLTIMO ANO É RELATIVAMENTE "POBRE"...
SE SE ATENTAR NO BALANÇO EFECTUADO NO POST DE 15 DE NOVEMBRO DE 2015, VERIFICAMOS QUE FORAM PRODUZIDOS MAIS 26 POSTS; ATÉ ESTA DATA SÃO 411; ESTE ÚLTIMO REALIZADO EM 30 DE OUTUBRO DE 2016.
CONSIDERANDO O SEGUNDO (2º) CONTADOR INSTALADO NO BLOGUE, FOI ESTE VISITADO MAIS 579 VEZES DURANTE O ÚLTIMO ANO (14.145-13.566).
SE ATENTARMOS NO PRIMEIRO (1º) CONTADOR, AS VISITAS DURANTE A EXISTÊNCIA DO BLOGUE SÃO CERCA DE 35.000.
DESTA VEZ, SÓ PROMETEMOS QUE O BLOGUE NÃO ENCERRA; VAI PROSSEGUIR...
NESTES 11 ANOS, TANTO A LEONOR, COMO O SUBSCRITOR "ENRIQUECERAM" MUITO...
MAS A VIDA TEM "ALTOS E BAIXOS" QUE SE REFLECTEM NA "RIQUEZA" DO BLOGUE...
PARABÉNS À LEONOR, QUE HOMENAGEAMOS MEDIANTE EXPOSIÇÃO DE UMA FOTO DA LUA, TOMADA ONTEM, QUANDO SE APRESENTAVA ESPECIALMENTE LUMINOSA, BRILHANTE E GIGANTE, O QUE SÓ VOLTARÁ A ACONTECER EM 25 DE NOVEMBRO DE 2034...
(A foto é nossa)
30 outubro 2016
COMO DESCALÇARÁ O GOVERNO A "BOTA" DA C.G.D.?
Aparentemente o Partido Socialista enfrenta uma crise política com resultado desconhecido, mas que bem poderá gerar um impasse relativamente à Administração da C.G.D.
A situação deriva do montante da remuneração fixada para o novo Presidente da C.G.D., António Domingues, superior a € 400.000 euros, por muitos, e pelo Bloco de Esquerda, considerado um valor muito excessivo, e da circunstância da recusa de António Domingues, escudando-se em razões formais, apresentar ao Tribunal Constitucional a sua declaração de rendimentos.
Alegadamente, o Bloco de Esquerda defende que os salários dos gestores públicos, incluindo os da C.G.D., não devem ser superiores ao salário do primeiro-ministro.
Equacionados os factos desta forma, não surpreenderá que António Domingues se venha a demitir, eximindo-se assim à exigência da declaração de rendimentos, e evitando também ser confrontado com um debate parlamentar que vise um novo limite para a remuneração dos gestores públicos.
COMO DESCALÇARÁ O GOVERNO ESTA(S) "BOTA(S)?
29 setembro 2016
METEOROLOGIA GOVERNAMENTAL...!
O agosto, muito quente, já lá vai há muito...
Para a maioria dos portugueses, foi-se a praia e impuseram-se as obrigações profissionais...
Veio o setembro...
Foi-se o verão e chegou o outono...
O dia encurtou e a noite cresceu...
Reiniciou-se a azáfama escolar...
Falta pouco mais de um dia para outubro se iniciar...
E...todavia...continua o CALOR; o termómetro, dia após dia, revela temperaturas muito elevadas; mesmo superiores a 30º graus.
Felizardos aqueles que, por sua iniciativa ou por imposição patronal, vêm gozando as suas férias em Portugal, e privilegiam as altas temperaturas, o sol, o calor, a praia, as águas quentes...
A situação da METEOROLOGIA é tão inesperada que até o governo não o ignora, e decidiu, de forma PREVIDENTE e CAUTELAR, mediante um despacho do Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, formalizado na Portaria nº 257/2016, hoje publicada na 1ª Série do Diário da República, prorrogar até 15 de outubro o período crítico no Âmbito do Sistema de Defesa da Floresta contra Incêndios para o ano de 2016 por força das circunstâncias meteorológicas excecionais.
É que, formula METEOROGICAMENTE o Governo, para a 1ª quinzena de outubro, são prováveis TEMPERATURAS ELEVADAS; VENTO QUE SE MANTÉM DO QUADRANTE LESTE; UMA BAIXA PROBABILIDADE DE OCORRÊNCIA DE PRECIPITAÇÃO.
Ficamos todos bem cientes.
21 setembro 2016
DIA INTERNACIONAL DA PAZ!
Hoje celebra-se o DIA INTERNACIONAL DA PAZ, conforme foi declarado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 30/11/1981.
Esta iniciativa visava incrementar a PAZ e conduzir aos "cessar fogos".
Mais do que nunca faz todo o sentido assinalar esta efeméride quando se sabe que um cessar fogo na Síria, acordado entre os EUA e a RUSSIA, perdurou apenas sete (7) dias.
Pugnemos todos pela renovação deste, e doutros, CESSAR FOGOS, mas efectivos, condição para estabelecer a PAZ em todo o mundo.
Esta iniciativa visava incrementar a PAZ e conduzir aos "cessar fogos".
Mais do que nunca faz todo o sentido assinalar esta efeméride quando se sabe que um cessar fogo na Síria, acordado entre os EUA e a RUSSIA, perdurou apenas sete (7) dias.
Pugnemos todos pela renovação deste, e doutros, CESSAR FOGOS, mas efectivos, condição para estabelecer a PAZ em todo o mundo.
25 abril 2016
VIVA O 25 DE ABRIL! VIVA A DEMOCRACIA!
SAUDAMOS O 25 DE ABRIL DE 1974!
SAUDAMOS A REPOSIÇÃO DA DEMOCRACIA E DA LIBERDADE QUE O 25 DE ABRIL TORNOU POSSÍVEL!
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Dias festivos
22 abril 2016
Ontem na Gulbenkian, verdadeiro “show” da soprano PATRICIA PETIBON, do maestro FRÉDÉRIC CHASLIN e da ORQUESTRA GULBENKIAN! Hoje, também no Grande Auditório Gulbenkian, o HAGEN QUARTET interpretará CHOSTAKOVITCH e SCHUBERT!
Foram “brilhantes” as prestações artísticas da Orquestra Gulbenkian, do maestro francês Frédéric Chaslin, e da Soprano, também de nacionalidade francesa, Patricia Petibon, que interpretaram Música Espanhola Moderna.
A “Plateia” aderiu sem reserva à explicitação das obras de Maurice Ravel (Alborada del gracioso); Henrique Granados (Tonadillas: La maja dolorosa II; Tonadillas: El mirar de la maja); Joaquin Turina (Poema en forma de canciones: Cantares); Manuel de Falla (El amor brujo: Danza ritual del fuego; La vida breve:"!Vivan los que rien!"; La vida breve: Danza española nº 1); Nicolas Bacri (Melodias de la melancolia: A la mar, op. 119 nº 1); Amadeo Vives (Doña Francisquita: Fandango); Gerónimo Giménez (La tempranica:"La tarántula é um bicho mú malo (Zapateado); Frederico Morena Torroba (La marchenera: Petenera); Emmanuel Chabrier (Gwendoline: Abertura); Marie-Joseph Canteloube (Chants d´Auvergne II: La delaissádo; Chants d´Auvergne III: Malurous qu´o uno fenno); Jules Massenet (Thais: Méditation; Manon: "Adieu, notre petite table"; Manon: "Obéissons quand leur voix appelle" (Gavotte); Leonard Bernstein (Candide: Abertura; Candide: "Glitter and be gay").
A Soprano Patricia Petibon, graciosa, delicada e divertida, cantou e encantou o público.
O maestro Frédéric Chaslin, ao dirigir a Orquestra e ao simultaneamente "bater" palmas, "contagiou" e entusiasmou a assistência que, "obediente", as "bateu" também, ritmadas pelo ilustre maestro.
Hoje, apresentar-se-á o HAGEN QUARTET, para interpretar o Quarteto para Cordas nº 15, em mi bemol menor, op. 144, de Dmitri Chostakovitch, e Quarteto para Cordas nº 15, em Sol maior, D. 887, de Franz Schubert.
O HAGEN QUARTET, constituído em 1981 por quatro irmãos austríacos, actuará em Música de Câmara.
Desta vez, um dos violinos estará com RAINER SCHMIDT; o outro violino será tocado por LUKAS HAGEN; a viola caberá a IRIS HAGENJUDA; do violoncelo se encarregará CLEMENS HAGEN.
Assinale-se que, desde 2013, os instrumentos tocados são os famosos PAGANINI, construídos por António STRADIVARI.
(imagem de: theguardian.com)
08 abril 2016
A Orquestra de jovens instrumentistas, GUSTAV MAHLER JUGENDORCHESTER, amanhã no Grande Auditório da Fundação Gulbenkian.
É já amanhã, pelas 21:00 horas, que a orquestra fundada pelo maestro italiano Cláudio Abbado, em Viena, nos anos de 1986/1987, dirigida pelo jovem maestro alemão David Afkham, vai interpretar:
- Métaboles, do compositor francês Henri Dutilleux (1916-2013);
- Música para cordas, percussão e celesta;
- O Concerto para Violino e Orquestra nº 1, do compositor e pianista húngaro Béla Bartok;
- A Sinfonia nº 5, em Dó menor, op. 67, do consagrado compositor alemão Beethoven.
A orquestra é formada por jovens entre os 16 e os 26 anos, e a integração na mesma é muito disputada, dada a circunstância de ser constituída exclusivamente pelos mais qualificados jovens instrumentistas.
Participará, ainda, no Concerto o violinista alemão Franz Peter Zimmermann (nascido em 1965).
(imagem de: altoadige.gelocal.it)
23 março 2016
A PAIXÃO SEGUNDO SÃO JOÃO na Gulbenkian
Ontem e hoje, a PAIXÃO SEGUNDO SÃO JOÃO, BWV 245 de Johann Sebastian BACH, foi (é) interpretada pelo CORO e ORQUESTRA GULBENKIAN, dirigidos pelo maestro Michel Corboz.
BACH compôs esta importante obra musical no final de 1723 e no início de 1724, e destinava-se à apresentação do Ofício de Vésperas de Sexta-Feira Santa.
Esta obra segue integralmente o Evangelho segundo São João na Traição e Captura de Jesus; na Interrogação e Flagelação; na Condenação e Crucificação; na Morte, e também o Evangelho segundo São João e São Mateus na Negação de Pedro e no Sepulcro.
A obra desenvolve-se através do Coro, do Recitativo, do Coral e da Ária.
Como instrumentistas destacam-se Marcelo Giannini, no órgão; Philippe Pierlot, na viola da gamba; Ricardo Ramos, no fagote e Sophie Perrier, na flauta.
Destaque, ainda, para os cantores Charlotte Müller Perrier (soprano); Úrsula Eittinger (meio-soprano); Topi Lehtipuu (tenor); François Rougier (tenor); Rudolf Rosen (barítono) e Jean-Luc Waeber (barítono).
BACH, nascido em Eisenach, em 21 de Março de 1685, faleceu em Leipzig, em 28 de Julho de 1750, e fez parte de uma família de sete gerações de compositores; quando compôs a PAIXÃO era Kantor da escola de São Tomé de Leipzig e director musical dessa mesma cidade.
Dispensamo-nos de enfatizar a valia musical do Coro e da Orquestra Gulbenkian.
Esta PAIXÃO é imperdível.
Hoje ao começo da noite, vá ao Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian.
(imagem de: cenaculodemaria.com.br)
21 março 2016
HOJE É DIA DE POESIA!
Hoje comemora-se o DIA MUNDIAL DA POESIA!
Ontem de madrugada iniciou a PRIMAVERA!
Saudamos estes importantes acontecimentos, recordando o poema de Almeida Garrett "A PRIMAVERA", que aqui transcrevemos:
A PRIMAVERA
come, gentle Spring, ethereal mildness, come!
THOMPSON.
Que estância tão feliz, de Flora alvergue,
Mimo da natureza!
Que saudável bafejo d'aura estiva
Me renova a existência!
Doce a mansão das Dríades florentes
O olfacto lisongeia;
Ledo cos filhos o cantor plumoso
Gorjeando esvoaça
De raminho em raminho, e vai na relva
Colher o tenro gomo
Da ervinha que desponta, e vem trazê-la
Ao fabricado ninho,
Onde a mole penuge apenas cobre
Os caros pequeninos.
Tudo é vida, que pula, que germina
Na alegre natureza.
Quase se antolha, ao reviver dos troncos,
Ao nascer de mil plantas,
Ouvir a voz que ao caos tumultuário
A face deu primeira,
Toar de novo, recriar os entes
Das sémines do nada.
Ah! vós, que respirais ar empestado
Entre o múrice e o oiro,
Que ignorais os prazeres da existência,
Vinde, vinde comigo
No seio da risonha natureza
Conhecê-los, gozá-los.
Ela, que é simples como a flor dos campos,
Não criou para o homem
Doirada habitação, mentida estância
De prazer depravado.
Aquele a quem razão limpou dos olhos
Do preconceito as névoas,
Preza seus dons, desliza a turba inchada
De estúpidos pavões:
Enquanto eles o vácuo insaciável
Do ingénito apetite
Errados buscam saciar à toa.
Ri de sua lida o sábio:
Furtando-se ao clarão de Febo irado,
Entre louçãos verdores,
No mistério da vida, nos prodígios
Da criação se embebe.
Olha o matiz da flor, olha esse luxo
De púrpuras e d'oiro!
Nem Salomão em toda a sua pompa
Trajou galas tão ricas.
Este campo, esta vista apura n'alma
Os sentimentos nobres,
Virtuosos, singelos; restitui
O homem à essência d'homem.
Assim, latino Orfeu, cantor das Graças,
Nas módicas Sabinas,
Coa filósofa musa ao lado, ao peito,
Passavas áureos dias.
Ilha Terceira - Abril 12, 1815
(imagem: foto do subscritor)
18 março 2016
O "RETORNO" DO SaD A PENACOVA!
Há semanas que se comentava “nos bastidores das caminhadas" a participação do Sempre a Descer (SaD) no evento “da lampreia em PENACOVA”.
Falava-se do fim de semana 12/13 de Março para a renovação anual do “apetecível” acontecimento.
Dizia-se que os interessados caminhantes fariam bem em iniciar os contactos para a estadia; os mais experimentados nesta “lide” admitiam que os alojamentos disponíveis em PENACOVA e arredores poderiam não ser bastantes para a “multidão” de entusiastas da adesão à actividade de confraternização, que se previa movimentada, lúdica, cultural e gastronómica.
Finalmente, no dia 25 de Fevereiro o SaD, através do A. Paulino, enviou a CONVOCATÓRIA acompanhada do PROGRAMA da “festa”.
Confirmava-se o fim de semana 12/13 de Março para a participação do SaD:
- Nas Cerimónias do XIII Capítulo da CONFRARIA DA LAMPREIA DE PENACOVA;
- Na 5.ª Caminhada da Rota da Lampreia;
- No Colóquio sobre a Reabilitação do Rio Mondego para os peixes migradouros;
- Na apresentação do Livro “CONEXÕES”, do Juiz da Confraria e caminhante, LUÍS AMANTE;
- Na subsequente audição do “Coral Divo Canto de Penacova”;
- Na confraternização das Confrarias (a de PENACOVA e as convidadas) no Mirante Emygdio da Silva, e posterior desfile até ao Terreiro de Penacova, abrilhantado pela FILARMÓNICA DA BOA VONTADE LORVANENSE;
- Na Cerimónia Capitular da Entronização de novos Confrades, no Centro Cultural de Penacova;
- No almoço-degustação do “badalado” arroz de lampreia e dos doces conventuais do mosteiro cistercense do Lorvão.
*
Faz hoje uma semana que alguns, desejosos de aproveitar o solarengo dia, chegaram à região, ao Mondego, à Barragem da Aguieira e a PENACOVA durante a tarde de 11 de Março.
Andaram por Oliveira do Mondego, pela Conchada, e deleitaram-se com a linda vista sobre o Mondego, ali a “seus pés”; foram até à Barragem da Aguieira e à respectiva albufeira; tiveram ainda tempo para fazer um rápido e curto reconhecimento a PENACOVA, a localidade do nosso destino, onde passaríamos um longo, muito longo, mas muito “gostoso” fim de semana, após o que, cerca das 20:00 horas, se dirigiram ao (passe a publicidade), cinquentenário Restaurante Côta, onde jantaram “de uma ementa” tradicional e regional portuguesa, enguias fitas, chanfana à moda de Penacova e churrascada à “Côta”, e “encerraram” com os deliciosos doces conventuais: pastéis de Lorvão e “Nevadas”.
Refira-se que nos sentámos numa das duas mesas reservadas para os “caminheiros” do SaD, provenientes de Lisboa e arredores e que previam chegar a Penacova ainda a tempo de saborear a “rica”, variada e saborosa ementa do “Côta”.
As duas mesas, porém, transformaram-se numa só para cerca de vinte comensais; é que aqueles que provinham do sul não haviam ainda chegado, nem iam chegar (!), iam chegando; à partida éramos quatro; pouco depois, lá chegaram mais três; lá para as 21:00 horas apareceram mais meia dúzia.
Os restantes estavam “atrasados”; alguns só sairiam de Lisboa por volta das 22:00 horas. Mas previdentes, telefonaram a dizer quais eram os seus pratos preferidos…
*
“Madrugámos” no sábado.
Era o dia da “Caminhada”, uma organização conjunta da Confraria, da Câmara Municipal e do SaD.
As inscrições começariam às 9:00 horas na recepção das piscinas municipais.
Recebemos as T-Shirts alusivas ao acontecimento.
Feita a fotografia de grupo para memoria futura, iniciámos o itinerário cerca das 10:00 horas.
Depois de uma subida urbana e admirado o lindo panorama da verde paisagem que se nos deparava, lá descemos por meio de arvoredo em direcção ao vale por onde “serpenteava” o Mondego.
“Palmilhámos” as margens do rio; primeiro para um lado; depois para o outro. Seguimos de Penacova para Rebordosa, e desta para a Carvoeira, onde almoçámos outra vez.
Almoçámos outra vez!?
Sim, uma vez que é “incontornável” assinalar o “lauto pequeno-almoço!?” com que fomos “presenteados”, por volta das 11:30 horas, quando chegámos ao Restaurante Churrascaria (passe, uma vez mais, a publicidade) O Cortiço.
Deparámos com mesa “farta”: era frango assado; eram salgadinhos; eram sandes; eram bolas e bolos; eram outras iguarias. Tudo à discrição, e “regado” igualmente “à vontade do freguês”.
No final, apurámos: cerca de onze quilómetros de marcha.
Acabado o almoço (o da Carvoeira) fomos levados até Penacova de autocarro.
Bem “comidos e bebidos” não aguentaríamos um recomeço da “Caminhada”.
*
Seguiu-se o Colóquio sobre o Percurso dos Açudes do Rio Mondego, e a Reabilitação dos Habitats de Peixes Diádromos na Bacia Hidrográfica do Mondego, que decorreu no Auditório da Biblioteca Municipal, com a presença do Secretário de Estado das Pescas.
No exterior do anfiteatro, o Juiz da Confraria e caminhante do SaD, Luís Pais Amante, não tinha “mãos a medir”, nem descanso…
Esteve cerca de 2:30 horas a dedicar o seu livro “CONEXÕES” que, seguidamente, seria apresentado “COM POMPA E CIRCUNSTÂNCIA”, naquele mesmo auditório, repleto de interessados ouvintes.
Impossível traduzir o “clima” afectuoso, emotivo e elogioso que rodearam o autor e a apresentação do seu livro de poesia.
Impossível descrever aqui fielmente a revelação efectuada sobre todas as qualidades e virtudes do LUÍS PAIS AMANTE, designadamente como excelente pessoa, experimentado e ilustre profissional, poeta talentoso.
A Maria José Vera, o seu editor, a Confreira e Caminheira Isabel Duarte, os seus familiares não foram parcos na apresentação do autor.
Tudo bem merecido, se bem se atentar na poesia apresentada.
O autor não se esqueceu do SaD, e não se zangará se aqui o transcrevermos:
Sempre a Descer.come
Sobe
Desce
Corre
Come
E no intervalo conversa
Liberta-te
Ri
Remoça
Olha pró lado
Balança
Sai da defesa
E vê os outros iguais a ti
Sozinhos
Acompanhados
Solteiros
Viúvos
Casados
Divorciados
Mas amigos
Daqueles que nos apontam os perigos
Caminha a comer
Sobe a descer
Tropeça sem pressa
Mas sorri
Aconchega a liberdade
Afaga o corpo
Goza a amizade a sorver
[E a correr]
Sem fugir daqui
A apresentação de “Conexões” não se encerraria sem a muito aplaudida actuação musical do Coral Divo canto que Luís Amante não esqueceu no seu poema “Penacova” que, nessa parte, com a vénia devida, também transcrevemos:
[…]
E com espanto
Ouve o som melodioso, quase divino, do Divo canto
Que, a cantar, dá corpo à união
E enaltece a emoção
[…]
O Sábado ia longo, mas não terminaria sem um jantar volante que “a todos reuniu”.
*
Domingo, 13
Nova “madrugada”.
O SaD tinha de estar “a tempo e horas” no Mirante Emygdio da Silva, excelente miradouro das belezas paisagísticas de Penacova, local onde a Confraria da Lampreia de Penacova iria receber as Confrarias convidadas para estarem presentes no XIII Capítulo daquela Confraria.
Nova surpresa!
Um novo pequeno-almoço?
Um antecipado almoço?
Outra vez: mesas “fartas”: peixinhos do rio; salgadinhos; queijinhos; doçaria…
Tudo bem regado, nomeadamente com espumante…
Confraternização cordial entre as Confrarias; iam chegando, umas atrás de outras; com os seus estandartes: entre outras, as das Couves de Castelo Viegas; da Associação das Confrarias da Rota de Cister; Das Almas Santas da Areosa e do Leitão; da Raça Arouquesa; da Região de Lafões; dos Rojões da Bairrada; dos Sabores da Fava.
Mais fotografias para a posteridade…
Depois, desfile atrás da Filarmónica Boa Vontade Lorvanense a caminho do Terreiro de Penacova.
A população, nas varandas engalanadas com colchas, aplaudia e lançava confettis coloridos.
Muita animação; muito colorido; muita alegria!
No centro da Vila, onde decorria o Mercado dos Sabores, mais fotos.
As Confrarias encaminharam-se, então, para a Cerimónia Capitular no Centro Cultural de Penacova.
Aqui foram entronizados dois novos confrades.
Entretanto, a maioria dos do SaD (anote-se que éramos vinte e nove (29), deu (deram) um “salto” ao Lorvão, esperançados numa visita ao Mosteiro.
Não foi possível…
Encontrava-se em curso a celebração de uma missa…
“Desforraram-se” na pastelaria fronteira ao Mosteiro…
Cafezinhos e doces conventuais…
Foi uma “razia”…
*
Aproximavam-se as 15:00 horas.
Chegava o momento “decisivo” do fim-de-semana em PENACOVA: o almoço do arroz de LAMPREIA.
Encheu-se o enorme salão do MOCIDADE FUTEBOL CLUBE.
Muito entusiasmo!
O arroz de LAMPREIA, e os pratos alternativos, foram servidos pelo (passe outra vez a publicidade) Restaurante Nacional.
Não faltou arroz de LAMPREIA; quem quis, comeu e repetiu.
ESTAVA UM AUTÊNTICO “MANJAR DOS DEUSES”.
Por fim, a sobremesa: muita fruta e uma infindável variedade de doçaria conventual da região.
Só não saboreou, quem não quis!
*
Finalmente, a CONFRARIA DA LAMPREIA DE PENACOVA presenteou as restantes CONFRARIAS presentes com DOÇARIA CONVENTUAL.
O SaD também foi chamado para aceitar idêntico presente.
Ausente o A. PAULINO com muita pena de todos os presentes, foi chamado um dos organizadores das Caminhadas do SaD, o J. A. que, sem falsa modéstia, não conseguiu escusar-se a tão “penoso” (mas doce) encargo.
*
Temos de terminar!
É que esta presumida crónica vai longa e atrasada (apesar da tempestiva colaboração do J. A.).
Antes, porém, renovamos os agradecimentos ao SaD, ao A. PAULINO, aos restantes fundadores; aos outros organizadores, por este LONGO, MUITO INTERESSANTE E SABOROSO fim-de-semana.
(As fotos foram tomadas pelo signatário)
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26 fevereiro 2016
DEBUSSY, RAVEL e TINOCO NA GULBENKIAN
(Ontem e) HOJE, no Grande Auditório da Fundação Gulbenkian, CLAUDE DEBUSSY, MAURICE RAVEL e LUIS TINOCO (foram) são interpretados pela ORQUESTRA GULBENKIAN, sob a direção da Maestrina finlandesa SUSANNA MALKKI, e com o pianista francês DAVID KADOUCH.
De CLAUDE DEBUSSY (ouviu-se) ouvir-se-á Prélude à l’aprés-midi d´un faune, e La mer; de MAURICE RAVEL (assistiu-se) assistir-se-á ao CONCERTO para PIANO para a Mão Esquerda, em Ré Maior.
Ravel compôs este concerto a pedido de um pianista que, na primeira grande guerra, foi vítima da amputação do braço direito.
Impressiona o talento do pianista DAVID KADOUCH que, tocando o piano exclusivamente com a mão esquerda, obtém um resultado idêntico a um desempenho com ambas as mãos.
O compositor português LUÍS TINOCO (viu) verá a estreia mundial da sua peça sinfónica O Sotaque Azul das Águas, iniciativa conjunta da Orquestra Sinfónica do Estado de São Paulo e da Fundação Calouste Gulbenkian, no âmbito da denominada parceria SP-LX – Música Contemporânea do Brasil e de Portugal, destinada à apresentação alternada e anual de novas criações de um compositor português ou brasileiro.
CLAUDE DEBUSSY e MAURICE RAVEL não necessitam de qualquer apresentação pela sua importância na composição musical.
LUIS TINOCO graduou-se em composição na Escola Superior de Música de Lisboa, e prosseguiu a sua formação académica na Royal Academy of Music, de Londres e na Universidade de York.
Exerce funções docentes na Escola onde se graduou, e colabora com a Antena 2 da RTP.
O SOTAQUE AZUL DAS ÁGUAS é uma co-encomenda da FCB (Fundação Calouste Gulbenkian) e da OSESP (Orquestra Sinfónica Estadual de São Paulo), agora estreada em Portugal e apresentação em São Paulo, em Maio deste ano.
Não pode deixar de se assinalar a harmonia musical entre as obras escolhidas pela Direção do Serviço de Música da Gulbenkian, particularmente O Sotaque Azul das Águas e La mer, nem a muito elaborada e complexa orquestração que, seguramente, exigiu um significativo envolvimento e empenhamento da Maestrina SUSANNA MALKKI.
(imagem de: www.musicweb-international.com)
17 fevereiro 2016
FEVEREIRO
A CHUVA
Nesta hora sozinha e pardacenta,
a chuva entra na aldeia...
No ar, cheio de musgo, a luz cinzenta
bruxoleia.
Através da vidraça,
vejo-a que chega: é uma mendiga escura,
trôpega e acurvada. E vem cansada.
Há, nos seus olhos vagos, amargura.
Oiço as suas passadas resignadas,
arrastadas por baixo da janela.
E digo para mim:- É a chuva. - E ela,
a triste velha curva e turva, passa...
No ar, cheio de musgo, a luz cinzenta
bruxoleia.
E a chuva atravessa a aldeia.
Através da vidraça,
onde colei a minha face, agora,
contra o vidro tão baço como o céu,
vejo-a que vai: e vai p'la rua fora...
Não se ouve uma voz. E ninguém passa.
Tudo se sente só: a chuva, e eu.
(in Canções do Vento e do Sol, de Afonso Lopes Vieira - Colecção Clássicos da Língua Portuguesa - ULMEIRO - Livraria e Distribuidora, L.da)
13 fevereiro 2016
MÃE ... HOJE, MAIS UM DIA DA MÃE...
Mãe - que adormente este viver dorido.
E me vele esta noite de tal frio,
E com as mãos piedosas até o fio
Do meu pobre existir, meio partido...
Que me leve consigo, adormecido,
Ao passar pelo sítio mais sombrio...
Me banhe e lave a alma lá no rio
Da clara luz do seu olhar querido...
Eu dava o meu orgulho de homem - dava
Minha estéril ciência, sem receio,
E em débil criancinha me tornava,
Descuidada, feliz, dócil também,
Se eu pudesse dormir sobre o teu seio,
Se tu fosses, querida, a minha mâe!
(in Sonetos, de Antero de Quental, 4ª edição, pág. nº 70 - Coleção de Obras de Antero de Quental, Editada pela ULMEIRO)
(imagem de "ateliernutricao.blospot.com")
09 fevereiro 2016
A NOSSA CAMINHADA POR “TERRAS SALOIAS”!
Foi no passado sábado, 23 de janeiro de 2016 que decorreu a primeira “caminhada” deste ano.
O “SempreaDescer.come” convocou… para um regresso a MAFRA, “para um passeio original até CHELEIROS, especialmente desenhado para o grupo”.
Entre 25 a 30 “magníficos caminhantes” responderam:
- PRESENTE!
Os interessados foram logo “advertidos” que [havia algumas dificuldades:
- Tratava-se de um passeio em linha, pelo que havia hora marcada para a volta;
- Era um passeio muito sinuoso com várias subidas e descidas e nem sempre em terreno amigável].
A partida [seria impreterivelmente às 9:30, com quem estivesse].
Os organizadores, receosos que alguns (algumas) dos(as) caminhantes chegassem a CHELEIROS com os “bofes na boca”, em situação de incapacidade física para regressarem a MAFRA e ao apetecido almoço, providenciaram no sentido de três “bólides” se deslocarem previamente ao destino da caminhada e por lá, dois deles, ficarem estacionados.
Em caso de imperiosa necessidade, constituiriam essas viaturas o transporte dos “aflitos”.
Sim, por que chegar e sair de CHELEIROS – povoação situada num pronunciado vale, [ali perto de MAFRA, umas duas léguas…com apertadas curvas, aqueles declives espantosos, aquelas empinadas encostas que caíam quase a pique sobre a estrada] (in Memorial do Convento, José Saramago), não iria ser “pêra doce” para os caminhantes, como não havia sido para as [duzentas juntas de bois necessárias para levar de Pêro Pinheiro uma pedra muito grande que lá estava, destinada à varanda que ficaria sobre o pórtico da igreja, então em construção no, também em construção Convento de Mafra] (obra e escritor citados).
Ultimados os preparativos, partiram os caminhantes de MAFRA em direção ao sul.
Inicialmente o “tempo” fez umas “caretas”, mas logo “abriu” o sol.
“Trilharam” os caminhantes veredas sinuosas e “encharcadas”, por entre paisagens bonitas, avistando-se ali bem pertinho lírios, orquídeas, jacintos e pequenos malmequeres, que muitos fotografaram para a posteridade.
De repente, à nossa frente, uma passagem em túnel enlameado sob a auto-estrada.
Foram precisos prodígios de equilíbrio para não nos “estatelarmos”.
Imediatamente antes o J. G. já tinha alertado para a especial dificuldade daquele troço.
Apesar do “equilibrismo” e dos avisos alguma(s) caminhante(s) não lograram evitar uns “bate-cus”.
De pés enlameados lá chegámos à estrada; ainda faltavam cerca de quatro quilómetros.
Paisagens saloias, bem lindas.
À nossa esquerda, as paisagens em “mosaico”, caraterizadas por quarteirões de terrenos agrícolas, alternando com zonas florestadas; terreno mais acidentado; alguns moinhos eólicos.
À nossa direita, paisagens silvestres bem verdes, “salpicadas” de lindas e amarelas azedas; ao longe, muito ao longe: o Atlântico.
Passámos ao lado de um SANTUÁRIO onde era proibida a caça! Caçar sempre seria um “pecado mortal”!
Finalmente, CHELEIROS e a sua Ribeira.
À nossa esquerda (ou direita) a ponte medieval.
À nossa direita (ou esquerda) um estranho talude(?) inserido na Ribeira, constituído por grandes manilhas!...
Tínhamos chegado.
Antes do regresso a MAFRA, um cafezinho; uma garrafinha de água; uma cervejinha; outras necessidades.
Um ligeiro descanso.
Afinal os carros não foram necessários.
Os caminhantes estavam todos de boa saúde; o que queriam era chegar ao restaurante “Três Irmãos” para se banquetearem com as pataniscas.
“20 fabulosos almoçantes”.
O signatário, que nesta sumária “crónica” contou com a colaboração do J. A. não almoçou, mas sabe que os caminhantes revelaram bem o seu bom apetite.
PARABÉNS, PARABÉNS ao PAULINO e aos ORGANIZADORES por mais esta caminhada que nos proporcionaram.
(fotos do signatário)
04 fevereiro 2016
DIA MUNDIAL DA LUTA CONTRA O CANCRO
Hoje, 4 de fevereiro, é o Dia Mundial da Luta Contra o Cancro.
Não podemos deixar de assinalar esta efeméride que alerta para esta terrível doença e para a imperativa necessidade de a combater.
Esta Luta tem de ser efetivada todos os dias, horas, minutos e segundos.
É que esta doença traiçoeira pode a todos atingir e causar, como causa, muita desgraça, indescritível sofrimento, profundos traumas, desmedido sofrimento…
O cancro atinge e vitima incontáveis pessoas em Portugal e no mundo.
Quem não conhece familiares, amigos ou conhecidos oncologicamente doentes?
É uma doença recorrente, com sucessivas e inesperadas recidivas, mesmo quando parece completa e definitivamente erradicada.
Neste combate ao CANCRO não há vencedores; há, sim, lutadores.
Não é percetível o relativo malogro na cura dos cancros.
A principal razão residirá na insuficiência dos recursos colocados à disposição da investigação desta horrenda enfermidade e, em geral, na ignorância e alheamento dos poderes instituídos.
Justifica-se, assim, que todos os dias se fale do CANCRO e das suas vítimas, na nossa vizinhança.
Apoiamos aquelas vítimas que, sem pudor, DIVULGAM a sua LUTA a tamanha enfermidade e o seu atroz SOFRIMENTO.
Pugnamos no sentido da disponibilização constante e crescente de MAIS e MELHORES MEIOS DE INVESTIGAÇÃO.
(imagem de: «biologiamais.com.br»
22 janeiro 2016
OS PAIS! TAMBÉM OS PAIS!...
Sara, Tristana e eu
Desde o dia em que nasceram
amo incondicionalmente a
Sara e a Tristana que hoje
fazem anos.
Simplifica-se muito quando se
diz que se amam os filhos mal se
olha para eles. Assim o mérito
parece todo dos pais; são eles
que amam mesmo mesmo quando os
bebés, oportunistas, apenas têm
uma vaga ideia que precisam dos pais.
A verdade é muito mais bonita. A verdade
é que os pais amam os filhos porque se
apaixonam por eles porque os filhos fazem-
se amar, tornando-se irresistíveis.
Os filhos desapaixonam-se dos pais. No
princípio os pais são as únicas pessoas
no mundo; depois são, brevemente, as
melhores. Segue-se uma lenta desilusão
que, com a adolescência, dói como um
barrete de um bebé enfiado à força na
cabeça de um vil guerrilheiro de 13 anos.
Depois, se nos portarmos bem e tivermos
sorte, lá se reconciliam a amar-nos, muito
teoricamente, com muitos protestos e
poucas demonstrações.
Já os pais, à medida que vão conhecendo
as pessoas que são os filhos, tanto se podem
apaixonar como desapaixonar-se. Depende
dos fihos. A verdade da vida, quase nunca
dita, é esta: a culpa é dos filhos.
Eu sou muito mais pai da Sara e da
Tristana do que elas são minhas filhas. Não
é tanto o substantivo como o pronome. E
amo-as muito mais do que elas me amam -
mas só porque é impossível amá-las menos.
Pelas pessoas que são. Cada vez mais me
apaixonam mais. Embora elas também
sejam - é preciso dizê-lo - as melhores
filhas que algum pai de merda já teve.
in Miguel Esteves Cardoso - Ainda ontem - PÚBLICO,QUI 21JAN2016
(imagem de: fecatolica.com.br)
20 janeiro 2016
A MÃE; AINDA A MÃE; SEMPRE A MÃE!...
Amar é ceder
Está tanto frio. Olho para o
termómetro às nove da noite: 13
graus centígrados.Portugal é o
país europeu com menos razão
para se queixar.
Mas queixamo-nos. E temos
razão. Queixarmo-nos mostra
que estamos mal habituados.
Ser mimado - é cada vez mais
necessário lembrar - é uma
coisa boa para quem é mimado e má
(alegadamente) para quem mima.
A minha Mãe, que morreu no último dia
de Maio de 2015, está sempre comigo - e eu
sinto uma falta dela como se nunca tivesse
estado comigo - dizia que era impossível
amar ou mimar de mais uma criança. Os
ingleses usam o verbo «spoil», que significa
estragar com mimos. Ela não. Ela sabia
(ou achava, como eu dantes pensava) que
era impossível amar de mais e, sobretudo,
mostrar que se amava. A minha Mãe tinha
razão. Não é por Portugal ser um país com
um clima temperado e isento de tragédias
climatéricas que nós perdemos o direito de
nos queixarmos que está frio. O amor de
mãe e a aparente atitude pessoal do clima
para com cada um de nós são parecidos de
mais para os descontarmos.
Está frio. Bem sei que 13 graus centígrados,
à noite, são considerados uma sorte divina.
Para nós, mal habituados, também é um
frio dos diabos. Ser mimado também é a
mais bela das maldições. O amor é uma
temperatura boa. A vontade de ser amado
aparece sempre, milagrosamente, depois
da sorte imensa de se ser amado. No mundo
em que todos vivemos, a melhor maneira de
viver é amar cada momento que temos para
escolher como vamos reagir.
Miguel Esteves Cardoso - "Ainda ontem"
in PÚBLICO, TER 19 JAN 2016, pág. 45
(imagem de: indiretasmaternas.com.br)
18 janeiro 2016
18 DE JANEIRO É TAMBÉM DIA DE "A MÃE"!
A Mãe
Há fogo numa casa, à beira do caminho.
O bom povo d'aldeia em ondas se aglomera;
Com medo vão fugindo as aves para o ninho;
Aumenta mais e mais a subida cratera.
Ouve-se uma voz rouca, em tom desesperado:
- «Oh! Salva-te, mulher! É livre ainda a porta.
Não sejas avarenta: o cofre pouco importa;
Todo o valor, que tinha, eu tenho aqui guardado».
Branca como um fantasma, aflita, desgrenhada,
Lá surge uma mulher daquela enorme chama,
Levantando nas mãos o seu filhinho loiro,
Que mostra à multidão atónita, pasmada;
E, fitando o marido, altivamente exclama:
- «Sou avarenta, sou! Contempla o meu tesoiro!»
COSTA ALEGRE (Poeta negro de São Tomé), em Mundo Português
(imagem de www.zazzle.com.br)
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POESIA
16 janeiro 2016
QUE MUNDO ESTE !!!... QUE MUNDO CÃO!!!...
São os próprios responsáveis das NAÇÕES UNIDAS (ONU) a admitirem que soldados e polícias ao seu serviço com a incumbência de protegerem os "deslocados" e refugiados [que fogem do cenário de horror que é a República Centro-Africana para o campo de M'Poko, na capital, Bangui] [...] [abusam sexualmente de mulheres e crianças][...] [ou colaboram na realização dessas práticas].
[Anthony Banbury, o secretário-geral adjunto da ONU responsável pela assistência no terreno], afirmou que [esses abusos põem em causa tudo aquilo que as Nações Unidas representam].
Infelizmente, como também foi reconhecido pelos responsáveis da ONU, aquela odiosa prática é recorrente.
O MUNDO PARECE ESTAR PERDIDO, comentamos nós!
(imagem de:tvregioes.com)
31 dezembro 2015
ESPERAMOS UM 2016 MELHOR, e MENOS "DIVERTIDO"!
A todos os nossos visitantes, enviamos os nossos melhores votos de um 2016 melhor do que este que agora se fina.
(imagem de: «catracalivre.com.br»)
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