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20 abril 2014

PÁSCOA FELIZ!



O tudoemaisalgumacoisa deseja a todos os seus visitantes e leitores um dia de Páscoa muito feliz!

02 abril 2014

CAPAS vs. LIVROS (5)


Hoje, Dia Internacional do Livro Infantil, reiniciamos a publicação de capas de livros.

No dia de hoje, pensamos que é apropriado apresentar a capa de um livro infantil.

Trata-se de um livro da falecida escritora MATILDE ROSA ARAÚJO, composto por catorze quadras, que nos contam a história de "um ratinho e de uma ratinha, presos nos laços de amor"... e que começa assim:

Era um rato e uma ratinha
Que se queriam casar,
Mas não tinham uma casa
Para onde fossem morar.


E termina com esta quadra:

E lá deram o copo-de-água
No caneiro da cidade:
Dizem que foram felizes
Mas não sei se é verdade.



A escritora foi professora e autora de muitos contos e poesia para adultos e crianças e teve uma intervenção muito importante na defesa dos direitos das crianças.

Recebeu o Prémio de Carreira da Sociedade Portuguesa de Autores; o Grande Prémio de Literatura para Criança da Fundação Calouste Gulbenkian; o Prémio para o Melhor Livro Estrangeiro da Associação Paulista de Críticos de Arte de São Paulo, Brasil; o prémio Gulbenkian para o melhor livro para a infância publicado no biénio 1994-1995.

Em 2003, foi condecorada, a 8 de Março, Dia da Mulher, pelo Presidente Jorge Sampaio.

"Em Novembro de 2003 a Sociedade Portuguesa de Autores (SPA) decidiu, por unanimidade, agraciá-la com o Prémio Carreira (entregue em Maio de 2004), pela sua "obra de particular relevância no domínio da literatura infanto-juvenil".

O livrinho, de que exibimos a capa, encontra-se ilustrado por Catarina Câmara Pereira.


(imagem: cópia da capa do livro "PROBLEMAS", da autoria de Matilde Rosa Araújo, com ilustrações de Catarina Câmara Pereira, edição de 1993 da Vega)

31 março 2014

QUARTETT e LA FURA DELS BAUS!


QUARTETT de Luca Francesconi, ópera baseada no romance Ligações Perigosas, de Choderlos de Lados, pela Orquestra Gulbenkian e com encenação de Àlex Ollé do afamado grupo La Fura dels Baus, para ver e ouvir nos dias 1 e 2 de Abril, no grande auditório da FCG.

Trata-se de uma Produção do Teatro Alla Scala, estreada no La Scala de Milão em 2011 pelo referido grupo catalão La Fura dels Baus.


Luca Francesconi é um compositor nascido em 1956 em Milão.

La Fura dels Baus foi fundado em 1979 e produziu a cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de Barcelona 1992.

Àlex Ollé é um dos directores artísticos deste grupo.

A ópera resume as ligações “perigosas” entre a Marquesa de Merteuil e o Visconde de Valmont durante o século XVIII.

Todos estes “ingredientes” se conjugam para que a ópera QUARTETT se venha a revelar um imperdível espectáculo.

(imagem de: agendalx.pt)

30 março 2014

SERÁ MESMO VERDADE?


Será mesmo verdade que a presidente do Conselho de Finanças Públicas, Teodora Cardoso, propõe uma nova forma de tributar os portugueses: taxar os levantamentos que são feitos nas contas bancárias onde são depositados os salários e as pensões?

Seria um incentivo à poupança, teria dito …

Como seriam tributados aqueles que não dispõem de contas bancárias? Isso não terá sido esclarecido?

Há muitos escandalizados?

Mas na democracia a opinião é livre!

Mesmo a mais inesperada e … a “originalidade” não paga imposto!…



(imagem de: noticias.pt.msn.com)

28 março 2014

A PAISAGEM NÓRDICA DO MUSEU DO PRADO!



O Museu Nacional de Arte Antiga prolongou o período de exibição das 57 pinturas de RUBENS, BRUEGHEL e LORRAIN até 6 de Abril.

Assim ainda está a tempo de se maravilhar com a exposição artística dos maiores mestres da paisagem do século XVII.

Não perca esta oportunidade “histórica” de visionar uma parte importante da existência artística do afamado museu do Prado, de Madrid.



(imagem: cópia da “face” do catálogo/desdobrável da exposição)

25 março 2014

AS ILHAS DESERTAS e AS FOCAS-MONGE



O Conselho da Europa acolheu a candidatura do Parque Natural da Madeira, formulado em Novembro de 2011, e atribuiu às Ilhas Desertas o Diploma Europeu para as Áreas Protegidas.

As Ilhas Desertas, que se localizam a 22 milhas náuticas do Funchal, têm obtido o sucessivo reconhecimento das autoridades nacionais e da Europa como sítio natural a proteger.

Em 1990 foram classificadas como Área de Protecção Especial; desde 1995 que têm o estatuto de Reserva Natural; antes, em 1992, já o Conselho da Europa as havia classificado como Reserva Biogenética; em 2000 foram integradas na Rede Natura.

A protecção de que as Ilhas têm beneficiado permitiu uma constante valorização da biodiversidade, tornando-as relevante centro de nidificação da ave marinha freira–do-bugio, e um aumento da população da foca-monge, que é considerada a mais rara do mundo, com a existência considerada em perigo.
Ali existirão cerca de 30 animais, numa população mundial que se estima em cerca de 500 exemplares.

A protecção deste PARQUE NATURAL transcende as questões da soberania territorial, impondo-se todavia reconhecer a acção das autoridades da Madeira para a classificação agora obtida.


(imagem de “universomarino.com”)

21 março 2014

DIA MUNDIAL DA POESIA!



Comemora-se hoje o dia mundial da poesia.
Este dia foi criado na XXX Conferência Geral da UNESCO (organismo da ONU para a protecção dos valores culturais) a 16 de Novembro de 1999.

Para a UNESCO a poesia evidencia-se:
"Como uma expressão profunda da mente humana e como uma arte universal, a poesia é uma ferramenta para o diálogo e a aproximação. A divulgação da poesia ajuda a promover o diálogo entre as culturas e compreensão entre os povos, porque dá acesso à expressão autêntica de uma língua. "
Irina Bokova, Diretora-Geral da UNESCO Mensagem para o Dia Mundial da Poesia

A poesia e os poetas portugueses são mundialmente conhecidos e reconhecido o seu valor, justificando que, a título meramente indicativo, se mencione a obra de Luís de Camões, Fernando Pessoa, António Nobre, Florbela Espanca, José Régio, Natália Correia, Eugénio de Andrade, Cesário Verde, Miguel Torga, Sophia de Mello Breyner Andersen.

As iniciativas destinadas a assinalar o DIA MUNDIAL DA POESIA são muitas e variadas, nomeadamente com a leitura pública de poesia, organização de feiras do livro de poesia, exposição de livros de poesia, concursos…

Muitas instituições e entidades organizaram actividades relativas a este dia, como p. ex. o CCB, o INATEL, museus, escolas, clubes de leitura e muitas Câmaras Municipais.

Para nos associarmos a esta comemoração, decidimos transcrever “O MENINO DA SUA MÃE” de Fernando Pessoa, publicado na Revista Contemporânea, III série, n.º 1, 1926:

No plano abandonado
Que a morna brisa aquece,
De balas trespassado
- Duas, de lado a lado -,
Jaz morto, e arrefece.

Raia-lhe a farda o sangue.
De braços estendidos,
Alvo, louro, exangue,
Fita com olhar langue
E cego os céus perdidos.

Tão jovem! que jovem era!
(Agora que idade tem?)
Filho único, a mãe lhe dera
Um nome e o mantivera:
“O menino da sua mãe”.

Caiu-lhe da algibeira
A cigarreira breve.
Dera-lhe a mãe. Está inteira
E boa a cigarreira.
Ele é que já não serve.

De outra algibeira, alada
Ponta a roçar o solo,
A brancura embainhada
De um lenço… Deu-lhe a criada
Velha que o trouxe ao colo.

Lá longe, em casa, há a prece;
“Que volte cedo, e bem!”
(Malhas que o Império tece!)
Jaz morto, e apodrece,
O menino da sua mãe.


(imagem: foto de Fernando Pessoa, in mysoulcoffee.wordpress.com)

20 março 2014

CHEGOU [A PRIMAVERA, que é o tempo a crescer!]




Finalmente é hoje, às 16:57 horas que se inicia a PRIMAVERA.

Neste primeiro dia de Primavera, o dia tem uma duração igual à da noite.

Depois de um rigoroso inverno, com muita chuva, vento, frio e temporais, chega agora a (época) estação do ano em que os dias vão crescer até ao Verão, que virá a 20 de Junho.

Os campos vão florir!

O tempo vai aquecer!

Vamos passear ao ar livre!

Vamos deixar os sobretudos, os agasalhos, as gabardines e os chapéus-de-chuva!

Vamos ficar mais alegres e contentes!

A PRIMAVERA É LINDA!

Do livrinho de que acima apresentamos a capa, extraímos a seguinte verdadeira afirmação:

“ A Primavera
é uma árvore
com flores a nascer”



(imagem: capa do pequeno livro da Colecção Ler e Reler, da Sá da Costa Infantil, de que é autora Maria Isabel César Anjo, com uma ilustração de Maria Keil)

08 março 2014

DIA INTERNACIONAL DA MULHER!




Hoje, dia internacional da mulher, SAUDAMOS AS MULHERES, e consideramos oportuno destacar a poetisa SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN, a quem a Assembleia da República resolveu conceder Honras de Panteão Nacional, nos termos que, de seguida, transcrevemos:


Resolução da Assembleia da República n.º 17/2014

Honras de Panteão Nacional
a Sophia de Mello Breyner Andresen

Assinalando os dez anos da morte de Sophia de Mello
Breyner Andresen e celebrando os quarenta anos do 25 de
abril, a Assembleia da República resolve, nos termos do
n.º 5 do artigo 166.º da Constituição e do n.º 1 do artigo 3.º
da Lei n.º 28/2000, de 29 de novembro:
1 — Conceder honras de Panteão Nacional aos restos
mortais de Sophia de Mello Breyner Andresen, homenageando
a escritora universal, a mulher digna, a cidadã
corajosa, a portuguesa insigne, e evocando o seu exemplo
de fidelidade aos valores da liberdade e da justiça que nos
devem inspirar como comunidade e projetar como País.
2 — Constituir um grupo de trabalho, composto por
representantes de cada grupo parlamentar com a incumbência
de determinar a data, definir e orientar o programa
da trasladação, em articulação com as demais entidades
públicas envolvidas.
Aprovada em 20 de fevereiro de 2014.
A Presidente da Assembleia da República, Maria da
Assunção A. Esteves
.


(Imagem: retrato de SOPHIA ANDRESEN, por Arpad Szenes, 1958)

19 fevereiro 2014

Estação Fluvial Sul e Sueste: DEGRADADA e PROTEGIDA!






Em 12 de Fevereiro de 2014 foi publicada no Diário da República, 2.ª série, a Portaria nº 109/2014, onde consta a decisão do governo de fixar uma zona especial de protecção (ZEP) da Estação Fluvial Sul e Sueste, sita na Avenida Infante D. Henrique, em Lisboa, quase defronte do Terreiro do Paço.

Esta classificação poderia não justificar considerações complementares às que determinaram a sua fixação e que, sumariamente, constam do acto legislativo.

Acontece todavia que a existência desta Estação e a situação em que se encontra impõe uma referência à sua especial natureza, e à circunstância de ter sido classificada como monumento de interesse público (MIP) em Novembro de 2012 (cf. Portaria nº 640/2012, de 2 de Novembro), numa altura em que se encontrava encerrada e o edifício em estado de abandono e degradação.

Relativamente à sua natureza, é imperativo referir que, muito embora tenha sido construída para regulamentar o trânsito dos passageiros entre Lisboa e o Barreiro por via marítima através do rio Tejo, a sua essencial finalidade era permitir o acesso aos comboios da “CP – Caminhos de Ferro Portugueses” que, no Barreiro, iniciavam o seu percurso para o Sul, com paragens no Alentejo e no Algarve, onde também tinham o seu termo final.

Na verdade, todos quantos pretendessem deslocar-se da margem Norte do Tejo para além do Barreiro, em direcção ao Sul, por via ferroviária, e não dispondo de veículo rodoviário, teriam de transpor o Tejo por via fluvial, com ponto de partida na referida Estação Fluvial Sul e Sueste, enquanto esta esteve activa e, precisamente, sob a disponibilidade (inexplicável, dirão muitos) da “CP” (companhia ferroviária e não fluvial).

Para quem agora se desloca para o Alentejo e Algarve de comboio através da linha ferroviária instalada no tabuleiro inferior da ponte 25 de Abril, e nunca teve de fazer àquela travessia fluvial, ficará surpreendido, e poderá pensar que sempre estas duas travessias constituíram uma verdadeira alternativa.

Mas não foi sempre assim!

Esta última travessia é muito recente: só em 29 de Julho de 1999 foi inaugurada a travessia ferroviária pela Ponte 25 de Abril e se iniciou a ligação entre as Estações de Entrecampos e do Fogueteiro; em 10 de Junho de 2004 foi efectuada a ligação a Setúbal; posteriormente, a partir de Setúbal, esta mesma ferrovia foi avançando para o Alentejo e Algarve.

A importante relevância desta estação fica assim demonstrada, mas é alheia à atenção que o governo lhe dispensou mediante a referida classificação como monumento de interesse público (MIT), e à zona envolvente como zona especial de protecção (ZEP).

Não se questionam estas classificações, de todo justificadas.
O que choca é o enorme atraso destas deliberações, em particular a do Monumento de Interesse Público.

Com efeito, o imóvel onde se encontrava instalada a Estação Fluvial Sul e Sueste é uma criação de 1931 do importante arquitecto Conttinelli Telmo (1897-1948), que pertenceu à primeira geração da arquitectura modernista portuguesa, que se caracterizou pela construção funcional e pela “simplicidade das formas”.

Construída em 1932, a Estação Fluvial Sul e Sueste distingue-se, como se reconhece no diploma legal da classificação da ZEP, pela “sua linguagem geometrizante e depurada, combinada com um pragmático sentido de monumentalidade e com a exploração das potencialidades construtivas do betão armado, permite um reconhecimento imediato do seu carácter utilitário e revela a visão progressista do autor em relação ao espaço emblemático do Terreiro do Paço”.

Este edifício constitui um “exemplar pioneiro da arquitectura modernista” e possui um real interesse cultural e histórico.
O seu átrio encontrava-se decorado com painéis de azulejos com os brasões de várias cidades alentejanas e algarvias e mostra influências da art-déco.

Em resultado das vicissitudes relativas à construção do prolongamento da linha azul do Metro em direcção a Santa Apolónia, a Estação sofreu graves danos que determinaram o seu encerramento em 2001.

O edifício, em aparente estado de abandono e já sem os painéis de azulejo (que se encontrarão sob custódia do METRO), continua a aguardar a sua recuperação.

É já nesta situação que é classificado como Monumento de Interesse Público (MIT), e é deliberada a classificação da zona envolvente como Zona de Especial Protecção (ZEP).

Uma nova oportunidade para recordar o velho ditado: “MAIS VALE TARDE DO QUE NUNCA” e se gerar a expectativa de que estas recentes classificações possam conduzir ao efectivo restauro da Estação, agora, finalmente reconhecida como Monumento.


(imagens de: igespar; commons.wilkpédia.org)


30 janeiro 2014

CAPAS vs. LIVROS (4)



A CAPA que hoje apresento é a do livrinho que, na minha infância, ocupou o lugar de maior destaque no meu imaginário das histórias que me foram contadas na minha casa materna.

Adorava ouvir contar a história da "MARIA TONTA" e, por tanto me ter sido contada, quase a decorei.

Era a história de uma "garotinha" que vivia na província e que "não descansou" enquanto não foi viver, em Lisboa, com uma prima.

A viagem da "MARIA TONTA" para Lisboa foi rodeada de divertidas peripécias, designadamente da utilização inadvertida do sinal de alarme do comboio que a transportava, quando uma "tontura" a forçou a agarrar-se a algo, para se equilibrar.

Em Lisboa, não havia dia em que a "MARIA TONTA" não fizesse um "grosso disparate".

As asneiras eram tantas que a "MARIA TONTA", que não entendia ninguém, nem ninguém a entendia, decidiu abandonar Lisboa e voltar para a "terra".

Eu achava muita graça ao comportamento da "MARIA TONTA" e nunca me cansava de ouvir contar a sua história.

O livrinho todavia desapareceu, e durante mais de cinquenta (50)anos, nunca desisti de recuperar um seu exemplar, esforços que foram recompensados recentemente, tendo adquirido em "segunda mão" uma edição de 1975.

A história é da autoria de Salomé de Almeida; a edição é da Livraria Civilização e integra a Colecção Carochinha.

Procuraremos voltar a esta história, que preencheu o imaginário infantil do subscritor.

18 janeiro 2014

DIÁRIO DA REPÚBLICA NECROLÓGICO!


Periodicamente a 2ª Série do Diário da República publicita a morte dos funcionários públicos para AVISAR que, por esse facto, cessam as funções dos falecidos.

Mas, poderia a MORTE ter outra consequência relativamente ao vínculo laboral?

É óbvio que não.

Com a morte do funcionário, “morre” também o emprego público.

Para quê proceder a esta publicitação pública?

É o legislador, mais concretamente a alínea d) do nº 1, do artigo 37º da Lei nº 12-A/2008, de 27 de Fevereiro, que estabelece os regimes dos trabalhadores que exercem funções públicas, que o impõe.

Assim, confronta-se o leitor do jornal oficial com uma periódica publicitação necrológica, o que nos parece constituir mais uma irracionalidade do nosso legislador.

Não haveria melhor “sede” para dar conta destes infaustos acontecimentos?

Ainda se fosse para proceder a um elogio fúnebre!

Desta vez, coube à Directora-Geral da Biblioteca Nacional de Portugal, no Diário da República, 2ª Série, de 16 de Janeiro, tornar pública a morte de um dos seus técnicos superiores, no dia 16 de Dezembro de 2013.

A nós, só nos resta acrescentar, sem sabermos se o defunto professava alguma religião: “PAZ À SUA ALMA”!

(imagem de: online.jornaldamadeira.pt)

31 dezembro 2013

BOM ANO 2014!





(ilustração: postal do Parlamento Europeu)

24 dezembro 2013

FELIZ NATAL!



OTUDOEMAISALGUMACOISALEONOR deseja a todos os seus visitantes um NATAL FELIZ!


(iamgem: foto de uma das nossas árvores de Natal)

21 dezembro 2013

"O INVERNO é o tempo já velho"





Em Portugal, o inverno iniciou-se hoje às 17:11 horas.

É o resultado da ocorrência do solstício de inverno no hemisfério norte, a parte da Terra onde se encontra Portugal, com o sol a a atingir a zona mais baixa no horizonte.

É o dia de menor duração do ano: o sol nasceu um pouco antes das 8:00 e pôs-se às 17:19 horas (em Lisboa).

O inverno vai perdurar até à primavera, que acontecerá, decorridos cerca de três meses, em março de 2014.

A partir de hoje os dias voltam a crescer e as noites vão-se reduzindo.

Para muitos, o inverno é à estação do ano menos "apetecida", normalmente com mais chuva e baixas temperaturas.

O título da nossa mensagem:

O INVERNO
é
o tempo já velho


foi escolhido por constituir o título do pequeno livro da Sá da Costa infantil (colecção Ler e Reler), da autoria de Maria Isabel César Anjo, com ilustrações de Maria Keil.

Esta nossa mensagem é ilustrada com cópia da capa deste livrinho e de que transcrevemos a seguinte reflexão:

O Inverno
é o tempo mau
das meninas e meninos das barracas
porque chove nas suas casas.



12 dezembro 2013

CENTENÁRIO DA FACULDADE DE DIREITO DE LISBOA






As comemorações do centenário da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, que se iniciaram a 13 de Dezembro de 2012 encerram amanhã, 13 de Dezembro de 2013.

Em bom rigor, a Faculdade só passou a chamar-se Faculdade de Direito em 1918, tendo antes sido autorizada a sua criação mediante a lei orçamental de 30 de Junho de 1913, com a denominação de Faculdade de Estudos Sociais e de Direito.

O seu primeiro Director foi Afonso Costa e a Faculdade só foi instalada no actual edifício da Cidade Universitária em 1957/1958.

No seu início os alunos eram apenas algumas dezenas, mas nos últimos anos ingressaram na Faculdade vários milhares, o que exigiu importante remodelação e ampliação das instalações desde 1997.

Alguns dos seus professores e licenciados vieram a ocupar importantes posições nos órgãos políticos e legislativos do país, registando-se como chefes do governo AFONSO COSTA, MARCELLO CAETANO e ADELINO PALMA CARLOS, e como presidentes da República MÁRIO SOARES e JORGE SAMPAIO.

Outros professores protagonizaram importante iniciativa na Assembleia Constituinte que aprovou a actual CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA, após o 25 de Abril de 1974, como JORGE MIRANDA e MARCELO REBELO DE SOUSA.

O signatário, e muitos dos seus colegas de profissão, também obtiveram as suas licenciaturas nesta Instituição de Ensino Superior.

PARABÉNS À FACULDADE DE DIREITO DA UNIVERSIDADE DE LISBOA!


(ilustração: logótipo do centenário, divulgado no anúncio do início das respectivas comemorações)

30 novembro 2013

FILARMÓNICAS CENTENÁRIAS!




Passeando por Almada "velha", "descobrimos" com surpresa, na Rua Capitão Leitão (antiga Rua Direita de Almada), o Museu da Música Filarmónica.

Nós, que gostamos de visitar museus, nunca tínhamos pensado na existência de um museu relativo ao património da música filarmónica.

Entrámos neste museu, instalado na antiga casa de LEONEL DUARTE FERREIRA, maestro da ACADEMIA DE INSTRUÇÃO E RECREIO FAMILIAR

ALMADENSE, criada em 1895.

O espaço onde o museu está instalado não é grande, mas conta com um pequeno auditório.

É também um museu interactivo, já que se encontram suspensos do tecto vários instrumentos musicais, podendo o visitante, mediante

uma pressão no respectivo "botão" que se encontra numa parede, com o desenho e o nome do respectivo instrumento, accionar uma

projecção luminosa sobre o instrumento e ouvir o seu som característico.

Numa das paredes do museu podemos observar várias fotografias da composição e actuação das bandas filarmónicas do concelho de Almada e ficar a conhecer alguns factos históricos da sua longa existência.

Importa enfatizar que o concelho de Almada conta, ainda hoje, com quatro (4) associações filarmónicas centenárias em plena

actividade
: a referida ACADEMIA DE INSTRUÇÃO E RECREIO FAMILIAR ALMADENSE; a SOCIEDADE FILARMÓNICA INCRÍVEL

ALMADENSE
, que "nasceu" na distante data de 1848; a SOCIEDADE FILARMÓNICA UNIÃO ARTÍSTICA PIEDENSE, formada em 1889;

a SOCIEDADE RECREATIVA MUSICAL TRAFARIENSE, formada em 1900.

Desde a fundação das filarmónicas almadenses, cada banda é alimentada pela escola de música da colectividade, muitas vezes

apelidada de "viveiro de músicos". Ao ingressar na banda, o músico amador continua a formação musical e aperfeiçoa-se no

instrumento
.

PARABÉNS ÀS CENTENÁRIAS FILARMÓNICAS ALMADENSES!

PARABÉNS ESPECIAIS TAMBÉM À SOCIEDADE FILARMÓNICA TURQUELENSE QUE COMEMORA AMANHÃ O SEU CENTENÁRIO, facto que inesperadamente

conhecemos quando procedemos a algumas pesquisas para elaborar a presente narrativa.


(ilustração: Postal da "Orquestra Jazz da Incrível no Jardim do Castelo" - década de 1950)

15 novembro 2013

HOJE FAZEMOS ANOS!



Tal como o título indica aqui escreve-se sobre tudo e mais alguma coisa... :P

Vou-me iniciar nisto dos blogs e dos posts...
Não sei bem o que vai sair deste blog.
Talvez fotos... encontros a combinar... vamos ver!

Publicada por Leonor à(s) 12:02


Foi desta forma simples que a LEONOR iniciou o TUDOEMAISALGUMACOISALEONOR!

Decorria o dia 15 de Novembro de 2005; eram 12:02 horas.

Já passaram assim oito (8) anos!

ESTÁ A LEONOR DE PARABÉNS!

Nestes oito (8) anos aqui foram divulgadas trezentas e vinte e seis (326) mensagens; variadas e para todos os gostos ...

Não podemos precisar o número de visitantes do blogue da LEONOR.

A LEONOR, há alguns meses procedeu a uma reconfiguração do blogue, e - inesperadamente - houve uma quebra na continuidade da contagem dos visitantes.

Nesta data, após a alteração, já se encontram contadas 7180 visitas.

Como em 15 de Novembro de 2011 havíamos contado 13.566 visitas, não andaremos muito longe se afirmarmos que o TUDOEMAISALGUMACOISALEONOR já foi visitado cerca de trinta mil (30000) vezes, considerando um número indeterminado de visitas entre 15 de Novembro de 2011 e a data da criação do novo "contador".

Com pena registamos a insignificância dos comentários às nossas mensagens...

A culpa só pode ser nossa...

As nossas mensagens ainda não conseguiram motivar suficientemente os visitantes por forma a determinar uma sua reacção...

Iremos todavia prosseguir; temos ideias para organizar, ordenar e sistematizar melhor o "nosso" blogue.

PARABÉNS LEONOR!





12 novembro 2013

CONTINUAM OS DESMANDOS DOS "POLÍCIAS" DO MUNDO!




Não tivesse sido o alegado responsável dos talibãs paquistaneses a vítima mortal e o mundo nada saberia!...

Como conviria, aliás, aos governantes americanos!

Voltamos a falar da impune administração da (in)justiça dos “donos” do planeta.

No passado dia 1 de Novembro de 2013 uma nave sem tripulação, um dos chamados drone invadiu o espaço aéreo do Paquistão e disparou dois mísseis contra um veículo que se encontrava próximo de Miranshah, cidade localizada perto do Afeganistão, matando desta forma os seus quatro ocupantes, nomeadamente Hakimullah Mehsud.

Os “raids” mortais dos drones, soube-se agora, já vitimaram milhares de cidadãos do Iémen, Somália e Paquistão, alegando o governo americano que eram “terroristas”.

Alegadamente, o presidente americano aprova e supervisiona pessoalmente esta “guerra anti-terrorista”, que prescinde de uma investigação judiciária e do subsequente julgamento dos suspeitos.

Hipocritamente os países que possuem sistemas de justiça que salvaguardam os direitos, liberdades e garantias dos cidadãos quando confrontados com imputações indiciariamente criminosas, e as organizações internacionais de defesa dos direitos humanos, mantém-se em silêncio.

Acabe-se com este autêntico “terrorismo de Estado”!

(imagem de http://dronewars.net)

30 outubro 2013

Rota do Açúcar 1



Foi no sábado, dia 19, que respondemos ao convite da Fátima Alves e do António Paulino, no contexto do “Sempre a Descer” / SaD, e fomos passear por alguns dos mais belos jardins e miradouros de Lisboa.

Esta foi só a “primeira caminhada da rota do açúcar”.

O convite foi muito correspondido, e como nós, marcaram presença cerca de cem (100) amigos e companheiros.

O ponto de encontro foi na pastelaria “Versailles”, às 8,30 horas.

Foi boa a hora marcada, já que simultaneamente nos obrigou a “saltar” da cama bem cedinho e permitiu a todos quantos o desejaram tomar um pequeno-almoço na emblemática pastelaria da Av. da República, nº 15-A.

A história desta, quase centenária casa de chá / pastelaria (inaugurada em Novembro de 1922), foi-nos divulgada pelo ilustre bibliotecário e documentarista CARLOS MENDES, que teve a oportunidade de no-la transmitir – quando pouco depois – nos reunimos junto ao lago artificial do Jardim Amália Rodrigues, no “Alto do Parque”.

O edifício onde está instalada possui um estilo arquitectónico art noveau. É um prédio “elegantíssimo”, mas a que não foi atribuído o renomado prémio Valmor, tendo todavia sido classificado como imóvel de interesse público, em Fevereiro de 2007, pelo Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGPAA).

A sua decoração interior é muito requintada, destacando-se os espelhos, os lustres, os estuques artísticos, pormenores em art noveau, e o chão de mármore em xadrez, que é o primitivo, apesar dos vários restauros a que o estabelecimento foi submetido, o último dos quais há cerca de quatro anos.

Os seus empregados vestem com rigor, “rodeados” de extensos aventais brancos, e atendem de forma impecável e simpática.
Nesta casa de chá / café, e agora também restaurante, destacam-se os chocolates quentes e a pastelaria de qualidade, como os bolos “Vává” (como se refere no blogue dos organizadores do evento: SEMPRE A DESCER. COME).
*
Depois das “explicações” do companheiro CARLOS MENDES sobre a “Versailles”, deslocamo-nos mais para o centro do Jardim do Alto do Parque, para “espreitarmos” LISBOA, o Castelo de S. Jorge, o Rio Tejo, e outros panoramas magníficos.

“Pena” foi que o céu se encontrasse um pouco nublado, o que não nos permitiu admirar a Serra da Arrábida, o que – com céu claro – é possível, como nos assinalou a especialista em paisagens, a Senhora Arquitecta paisagista ANA FIGUEIREDO.
Esta Senhora Arquitecta falou-nos sumariamente da história daquele lindo Jardim, enfatizando a intervenção criadora do mesmo, em 1996, pelo “histórico” Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles.

Ficámos a saber que o Jardim se chama agora (desde 2000) Jardim Amália Rodrigues, para homenagear esta singular e muito importante fadista; que na “construção” do Jardim se pretendeu salvaguardar a “ondulação” do terreno e se deu primazia à plantação das espécies arbóreas autóctones, assim como à plantação de arbustos e plantas.

O número de espécies arbóreas e florais não é muito elevado, como também não é grande o seu conjunto.

O Arquitecto Ribeiro Telles utilizou muito o granito cinzento, para suportar os canteiros, efectuar pequenos muretes e limitar os caminhos, em calçada à portuguesa.

A sua ideia inicial, que era estabelecer uma ligação entre Lisboa e Monsanto, foi recentemente concretizada, mediante uma passagem em viaduto sobre a Rua Marquês da Fronteira, passagem que serve quem quer passear, a pé ou de bicicleta, desde o Parque Eduardo VII e o Parque Florestal de Monsanto.

Virado para o Parque Eduardo VII e Lisboa, foi construído um anfiteatro, com aproveitamento do desnível já existente, tendo sido também colocados bancos metálicos sem encosto, para neles se sentarem os mais fatigados, sem perder a visão acima referida.
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Descemos depois para o Parque Eduardo VII.

Reunimo-nos junto do anfiteatro que se encontra junto do “velhinho” e degradado Pavilhão dos Desportos, depois Pavilhão Carlos Lopes, em homenagem ao nosso inesquecível campeão olímpico de atletismo.

Aqui, neste local, a Senhora Arquitecta ANA FIGUEIREDO comentou a história do Parque Eduardo VII, referindo que assim se chamava a partir da visita a Portugal daquele monarca do Reino Unido.

O Parque chamava-se antes PASSEIO PÚBLICO, e prolongava a Avenida da Liberdade.

Nessa época era frequentado pelas famílias da alta sociedade “alfacinha”.

O Parque Eduardo VII, contrariamente ao Jardim Amália Rodrigues, não teve na sua origem as preocupações do Arquitecto Ribeiro Telles, razão por que as espécies ali plantadas não têm forçosamente origem indígena, e o número de árvores que ali existem é muito mais elevado.

A Senhora Arquitecta falou-nos de um propósito, que chegou a existir, de prolongar a Avenida da Liberdade através do Parque Eduardo VII, projecto que – dizemos nós – felizmente não se concretizou.

Foi interessantíssimo o relato que a Senhora Arquitecta ANA FIGUEIREDO produziu sobre o Parque Eduardo VII, a sua história e as suas características.
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Continuámos a “DESCER” até ao Parque Mayer.

Aqui mais uma paragem e novos e interessantes comentários da Senhora Arquitecta ANA FIGUEIREDO, ali ao lado do Teatro Capitólio, quase completamente restaurado.
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Fomos depois para a colina de Sant’Ana, para visitar o Jardim do Torel.

Para lá chegarmos, tivemos de subir a partir do Largo da Anunciada, ali bem perto da Avenida da Liberdade e dos Restauradores.

A maioria dos “passeantes” subiu à colina a pé: foi uma subida de mais de 100 metros.

Nós fomos no “velhinho” e histórico elevador do Lavra; é o elevador (funicular) mais antigo de Lisboa; inaugurado em 1884, foi classificado como Monumento Nacional em 19 de Fevereiro de 2002.

Ia “cheio” de turistas.

No Jardim do Torel, a Senhora Arquitecta ANA FIGUEIREDO reatou os seus relatos interessantíssimos.

O Jardim era propriedade do Palácio onde esteve instalada a Polícia Judiciária, que disponibilizou o Jardim ao Público, e “desenvolve-se” por acentuada inclinação e “patamares”.
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O passeio já se prolongava.

Era preciso acelerar.

Ainda teríamos de subir ao Arco da Rua Augusta, para admirar um espectacular panorama sobre a Baixa Pombalina, com vistas para a SÉ, o CARMO, o CASTELO DE S. JORGE, e outros magníficos aspectos desta nossa cidade de Lisboa.
Foi LINDO, LINDO!
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A “barriga estava a dar horas”.

Havia que “correr” para a CASA DO ALENTEJO, onde nos iria ser servido o almoço.

Nas Portas de Santa Antão, perto do Rossio, fica o Palácio Mourisco, onde está instalada a CASA DO ALENTEJO, quase centenária.

Tudo ali é bonito!

Passámos pelo lindo pátio do piso térreo, e no 1º piso, numa das grandes salas, ricamente decoradas com espelhos, azulejos e outras preciosidades, lá estavam as mesas redondas, onde nos foi servido um opíparo almoço.

Comemos bem e cavaqueamos melhor!

Já eram quase quatro horas da tarde quando, uns após outros, fomos saindo.

Tinha terminado um dia muito bem passado e passeado, acompanhados dos especialistas CARLOS MENDES e ANA FIGUEIREDO.

OBRIGADOS FÁTIMA, PAULINO e outros que os coadjuvaram nesta brilhante iniciativa!

VENHA AGORA A Rota do Açúcar 2!

Cá ficamos à espera.

Aos nossos companheiros de passeio, lançamos um desafio:

- Comentem e critiquem este nosso relato, seguramente muito incompleto e com muitos lapsos, erros e omissões.


(Fotos nossas)