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19 fevereiro 2014

Estação Fluvial Sul e Sueste: DEGRADADA e PROTEGIDA!






Em 12 de Fevereiro de 2014 foi publicada no Diário da República, 2.ª série, a Portaria nº 109/2014, onde consta a decisão do governo de fixar uma zona especial de protecção (ZEP) da Estação Fluvial Sul e Sueste, sita na Avenida Infante D. Henrique, em Lisboa, quase defronte do Terreiro do Paço.

Esta classificação poderia não justificar considerações complementares às que determinaram a sua fixação e que, sumariamente, constam do acto legislativo.

Acontece todavia que a existência desta Estação e a situação em que se encontra impõe uma referência à sua especial natureza, e à circunstância de ter sido classificada como monumento de interesse público (MIP) em Novembro de 2012 (cf. Portaria nº 640/2012, de 2 de Novembro), numa altura em que se encontrava encerrada e o edifício em estado de abandono e degradação.

Relativamente à sua natureza, é imperativo referir que, muito embora tenha sido construída para regulamentar o trânsito dos passageiros entre Lisboa e o Barreiro por via marítima através do rio Tejo, a sua essencial finalidade era permitir o acesso aos comboios da “CP – Caminhos de Ferro Portugueses” que, no Barreiro, iniciavam o seu percurso para o Sul, com paragens no Alentejo e no Algarve, onde também tinham o seu termo final.

Na verdade, todos quantos pretendessem deslocar-se da margem Norte do Tejo para além do Barreiro, em direcção ao Sul, por via ferroviária, e não dispondo de veículo rodoviário, teriam de transpor o Tejo por via fluvial, com ponto de partida na referida Estação Fluvial Sul e Sueste, enquanto esta esteve activa e, precisamente, sob a disponibilidade (inexplicável, dirão muitos) da “CP” (companhia ferroviária e não fluvial).

Para quem agora se desloca para o Alentejo e Algarve de comboio através da linha ferroviária instalada no tabuleiro inferior da ponte 25 de Abril, e nunca teve de fazer àquela travessia fluvial, ficará surpreendido, e poderá pensar que sempre estas duas travessias constituíram uma verdadeira alternativa.

Mas não foi sempre assim!

Esta última travessia é muito recente: só em 29 de Julho de 1999 foi inaugurada a travessia ferroviária pela Ponte 25 de Abril e se iniciou a ligação entre as Estações de Entrecampos e do Fogueteiro; em 10 de Junho de 2004 foi efectuada a ligação a Setúbal; posteriormente, a partir de Setúbal, esta mesma ferrovia foi avançando para o Alentejo e Algarve.

A importante relevância desta estação fica assim demonstrada, mas é alheia à atenção que o governo lhe dispensou mediante a referida classificação como monumento de interesse público (MIT), e à zona envolvente como zona especial de protecção (ZEP).

Não se questionam estas classificações, de todo justificadas.
O que choca é o enorme atraso destas deliberações, em particular a do Monumento de Interesse Público.

Com efeito, o imóvel onde se encontrava instalada a Estação Fluvial Sul e Sueste é uma criação de 1931 do importante arquitecto Conttinelli Telmo (1897-1948), que pertenceu à primeira geração da arquitectura modernista portuguesa, que se caracterizou pela construção funcional e pela “simplicidade das formas”.

Construída em 1932, a Estação Fluvial Sul e Sueste distingue-se, como se reconhece no diploma legal da classificação da ZEP, pela “sua linguagem geometrizante e depurada, combinada com um pragmático sentido de monumentalidade e com a exploração das potencialidades construtivas do betão armado, permite um reconhecimento imediato do seu carácter utilitário e revela a visão progressista do autor em relação ao espaço emblemático do Terreiro do Paço”.

Este edifício constitui um “exemplar pioneiro da arquitectura modernista” e possui um real interesse cultural e histórico.
O seu átrio encontrava-se decorado com painéis de azulejos com os brasões de várias cidades alentejanas e algarvias e mostra influências da art-déco.

Em resultado das vicissitudes relativas à construção do prolongamento da linha azul do Metro em direcção a Santa Apolónia, a Estação sofreu graves danos que determinaram o seu encerramento em 2001.

O edifício, em aparente estado de abandono e já sem os painéis de azulejo (que se encontrarão sob custódia do METRO), continua a aguardar a sua recuperação.

É já nesta situação que é classificado como Monumento de Interesse Público (MIT), e é deliberada a classificação da zona envolvente como Zona de Especial Protecção (ZEP).

Uma nova oportunidade para recordar o velho ditado: “MAIS VALE TARDE DO QUE NUNCA” e se gerar a expectativa de que estas recentes classificações possam conduzir ao efectivo restauro da Estação, agora, finalmente reconhecida como Monumento.


(imagens de: igespar; commons.wilkpédia.org)


30 janeiro 2014

CAPAS vs. LIVROS (4)



A CAPA que hoje apresento é a do livrinho que, na minha infância, ocupou o lugar de maior destaque no meu imaginário das histórias que me foram contadas na minha casa materna.

Adorava ouvir contar a história da "MARIA TONTA" e, por tanto me ter sido contada, quase a decorei.

Era a história de uma "garotinha" que vivia na província e que "não descansou" enquanto não foi viver, em Lisboa, com uma prima.

A viagem da "MARIA TONTA" para Lisboa foi rodeada de divertidas peripécias, designadamente da utilização inadvertida do sinal de alarme do comboio que a transportava, quando uma "tontura" a forçou a agarrar-se a algo, para se equilibrar.

Em Lisboa, não havia dia em que a "MARIA TONTA" não fizesse um "grosso disparate".

As asneiras eram tantas que a "MARIA TONTA", que não entendia ninguém, nem ninguém a entendia, decidiu abandonar Lisboa e voltar para a "terra".

Eu achava muita graça ao comportamento da "MARIA TONTA" e nunca me cansava de ouvir contar a sua história.

O livrinho todavia desapareceu, e durante mais de cinquenta (50)anos, nunca desisti de recuperar um seu exemplar, esforços que foram recompensados recentemente, tendo adquirido em "segunda mão" uma edição de 1975.

A história é da autoria de Salomé de Almeida; a edição é da Livraria Civilização e integra a Colecção Carochinha.

Procuraremos voltar a esta história, que preencheu o imaginário infantil do subscritor.

18 janeiro 2014

DIÁRIO DA REPÚBLICA NECROLÓGICO!


Periodicamente a 2ª Série do Diário da República publicita a morte dos funcionários públicos para AVISAR que, por esse facto, cessam as funções dos falecidos.

Mas, poderia a MORTE ter outra consequência relativamente ao vínculo laboral?

É óbvio que não.

Com a morte do funcionário, “morre” também o emprego público.

Para quê proceder a esta publicitação pública?

É o legislador, mais concretamente a alínea d) do nº 1, do artigo 37º da Lei nº 12-A/2008, de 27 de Fevereiro, que estabelece os regimes dos trabalhadores que exercem funções públicas, que o impõe.

Assim, confronta-se o leitor do jornal oficial com uma periódica publicitação necrológica, o que nos parece constituir mais uma irracionalidade do nosso legislador.

Não haveria melhor “sede” para dar conta destes infaustos acontecimentos?

Ainda se fosse para proceder a um elogio fúnebre!

Desta vez, coube à Directora-Geral da Biblioteca Nacional de Portugal, no Diário da República, 2ª Série, de 16 de Janeiro, tornar pública a morte de um dos seus técnicos superiores, no dia 16 de Dezembro de 2013.

A nós, só nos resta acrescentar, sem sabermos se o defunto professava alguma religião: “PAZ À SUA ALMA”!

(imagem de: online.jornaldamadeira.pt)

31 dezembro 2013

BOM ANO 2014!





(ilustração: postal do Parlamento Europeu)

24 dezembro 2013

FELIZ NATAL!



OTUDOEMAISALGUMACOISALEONOR deseja a todos os seus visitantes um NATAL FELIZ!


(iamgem: foto de uma das nossas árvores de Natal)

21 dezembro 2013

"O INVERNO é o tempo já velho"





Em Portugal, o inverno iniciou-se hoje às 17:11 horas.

É o resultado da ocorrência do solstício de inverno no hemisfério norte, a parte da Terra onde se encontra Portugal, com o sol a a atingir a zona mais baixa no horizonte.

É o dia de menor duração do ano: o sol nasceu um pouco antes das 8:00 e pôs-se às 17:19 horas (em Lisboa).

O inverno vai perdurar até à primavera, que acontecerá, decorridos cerca de três meses, em março de 2014.

A partir de hoje os dias voltam a crescer e as noites vão-se reduzindo.

Para muitos, o inverno é à estação do ano menos "apetecida", normalmente com mais chuva e baixas temperaturas.

O título da nossa mensagem:

O INVERNO
é
o tempo já velho


foi escolhido por constituir o título do pequeno livro da Sá da Costa infantil (colecção Ler e Reler), da autoria de Maria Isabel César Anjo, com ilustrações de Maria Keil.

Esta nossa mensagem é ilustrada com cópia da capa deste livrinho e de que transcrevemos a seguinte reflexão:

O Inverno
é o tempo mau
das meninas e meninos das barracas
porque chove nas suas casas.



12 dezembro 2013

CENTENÁRIO DA FACULDADE DE DIREITO DE LISBOA






As comemorações do centenário da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, que se iniciaram a 13 de Dezembro de 2012 encerram amanhã, 13 de Dezembro de 2013.

Em bom rigor, a Faculdade só passou a chamar-se Faculdade de Direito em 1918, tendo antes sido autorizada a sua criação mediante a lei orçamental de 30 de Junho de 1913, com a denominação de Faculdade de Estudos Sociais e de Direito.

O seu primeiro Director foi Afonso Costa e a Faculdade só foi instalada no actual edifício da Cidade Universitária em 1957/1958.

No seu início os alunos eram apenas algumas dezenas, mas nos últimos anos ingressaram na Faculdade vários milhares, o que exigiu importante remodelação e ampliação das instalações desde 1997.

Alguns dos seus professores e licenciados vieram a ocupar importantes posições nos órgãos políticos e legislativos do país, registando-se como chefes do governo AFONSO COSTA, MARCELLO CAETANO e ADELINO PALMA CARLOS, e como presidentes da República MÁRIO SOARES e JORGE SAMPAIO.

Outros professores protagonizaram importante iniciativa na Assembleia Constituinte que aprovou a actual CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA, após o 25 de Abril de 1974, como JORGE MIRANDA e MARCELO REBELO DE SOUSA.

O signatário, e muitos dos seus colegas de profissão, também obtiveram as suas licenciaturas nesta Instituição de Ensino Superior.

PARABÉNS À FACULDADE DE DIREITO DA UNIVERSIDADE DE LISBOA!


(ilustração: logótipo do centenário, divulgado no anúncio do início das respectivas comemorações)

30 novembro 2013

FILARMÓNICAS CENTENÁRIAS!




Passeando por Almada "velha", "descobrimos" com surpresa, na Rua Capitão Leitão (antiga Rua Direita de Almada), o Museu da Música Filarmónica.

Nós, que gostamos de visitar museus, nunca tínhamos pensado na existência de um museu relativo ao património da música filarmónica.

Entrámos neste museu, instalado na antiga casa de LEONEL DUARTE FERREIRA, maestro da ACADEMIA DE INSTRUÇÃO E RECREIO FAMILIAR

ALMADENSE, criada em 1895.

O espaço onde o museu está instalado não é grande, mas conta com um pequeno auditório.

É também um museu interactivo, já que se encontram suspensos do tecto vários instrumentos musicais, podendo o visitante, mediante

uma pressão no respectivo "botão" que se encontra numa parede, com o desenho e o nome do respectivo instrumento, accionar uma

projecção luminosa sobre o instrumento e ouvir o seu som característico.

Numa das paredes do museu podemos observar várias fotografias da composição e actuação das bandas filarmónicas do concelho de Almada e ficar a conhecer alguns factos históricos da sua longa existência.

Importa enfatizar que o concelho de Almada conta, ainda hoje, com quatro (4) associações filarmónicas centenárias em plena

actividade
: a referida ACADEMIA DE INSTRUÇÃO E RECREIO FAMILIAR ALMADENSE; a SOCIEDADE FILARMÓNICA INCRÍVEL

ALMADENSE
, que "nasceu" na distante data de 1848; a SOCIEDADE FILARMÓNICA UNIÃO ARTÍSTICA PIEDENSE, formada em 1889;

a SOCIEDADE RECREATIVA MUSICAL TRAFARIENSE, formada em 1900.

Desde a fundação das filarmónicas almadenses, cada banda é alimentada pela escola de música da colectividade, muitas vezes

apelidada de "viveiro de músicos". Ao ingressar na banda, o músico amador continua a formação musical e aperfeiçoa-se no

instrumento
.

PARABÉNS ÀS CENTENÁRIAS FILARMÓNICAS ALMADENSES!

PARABÉNS ESPECIAIS TAMBÉM À SOCIEDADE FILARMÓNICA TURQUELENSE QUE COMEMORA AMANHÃ O SEU CENTENÁRIO, facto que inesperadamente

conhecemos quando procedemos a algumas pesquisas para elaborar a presente narrativa.


(ilustração: Postal da "Orquestra Jazz da Incrível no Jardim do Castelo" - década de 1950)

15 novembro 2013

HOJE FAZEMOS ANOS!



Tal como o título indica aqui escreve-se sobre tudo e mais alguma coisa... :P

Vou-me iniciar nisto dos blogs e dos posts...
Não sei bem o que vai sair deste blog.
Talvez fotos... encontros a combinar... vamos ver!

Publicada por Leonor à(s) 12:02


Foi desta forma simples que a LEONOR iniciou o TUDOEMAISALGUMACOISALEONOR!

Decorria o dia 15 de Novembro de 2005; eram 12:02 horas.

Já passaram assim oito (8) anos!

ESTÁ A LEONOR DE PARABÉNS!

Nestes oito (8) anos aqui foram divulgadas trezentas e vinte e seis (326) mensagens; variadas e para todos os gostos ...

Não podemos precisar o número de visitantes do blogue da LEONOR.

A LEONOR, há alguns meses procedeu a uma reconfiguração do blogue, e - inesperadamente - houve uma quebra na continuidade da contagem dos visitantes.

Nesta data, após a alteração, já se encontram contadas 7180 visitas.

Como em 15 de Novembro de 2011 havíamos contado 13.566 visitas, não andaremos muito longe se afirmarmos que o TUDOEMAISALGUMACOISALEONOR já foi visitado cerca de trinta mil (30000) vezes, considerando um número indeterminado de visitas entre 15 de Novembro de 2011 e a data da criação do novo "contador".

Com pena registamos a insignificância dos comentários às nossas mensagens...

A culpa só pode ser nossa...

As nossas mensagens ainda não conseguiram motivar suficientemente os visitantes por forma a determinar uma sua reacção...

Iremos todavia prosseguir; temos ideias para organizar, ordenar e sistematizar melhor o "nosso" blogue.

PARABÉNS LEONOR!





12 novembro 2013

CONTINUAM OS DESMANDOS DOS "POLÍCIAS" DO MUNDO!




Não tivesse sido o alegado responsável dos talibãs paquistaneses a vítima mortal e o mundo nada saberia!...

Como conviria, aliás, aos governantes americanos!

Voltamos a falar da impune administração da (in)justiça dos “donos” do planeta.

No passado dia 1 de Novembro de 2013 uma nave sem tripulação, um dos chamados drone invadiu o espaço aéreo do Paquistão e disparou dois mísseis contra um veículo que se encontrava próximo de Miranshah, cidade localizada perto do Afeganistão, matando desta forma os seus quatro ocupantes, nomeadamente Hakimullah Mehsud.

Os “raids” mortais dos drones, soube-se agora, já vitimaram milhares de cidadãos do Iémen, Somália e Paquistão, alegando o governo americano que eram “terroristas”.

Alegadamente, o presidente americano aprova e supervisiona pessoalmente esta “guerra anti-terrorista”, que prescinde de uma investigação judiciária e do subsequente julgamento dos suspeitos.

Hipocritamente os países que possuem sistemas de justiça que salvaguardam os direitos, liberdades e garantias dos cidadãos quando confrontados com imputações indiciariamente criminosas, e as organizações internacionais de defesa dos direitos humanos, mantém-se em silêncio.

Acabe-se com este autêntico “terrorismo de Estado”!

(imagem de http://dronewars.net)

30 outubro 2013

Rota do Açúcar 1



Foi no sábado, dia 19, que respondemos ao convite da Fátima Alves e do António Paulino, no contexto do “Sempre a Descer” / SaD, e fomos passear por alguns dos mais belos jardins e miradouros de Lisboa.

Esta foi só a “primeira caminhada da rota do açúcar”.

O convite foi muito correspondido, e como nós, marcaram presença cerca de cem (100) amigos e companheiros.

O ponto de encontro foi na pastelaria “Versailles”, às 8,30 horas.

Foi boa a hora marcada, já que simultaneamente nos obrigou a “saltar” da cama bem cedinho e permitiu a todos quantos o desejaram tomar um pequeno-almoço na emblemática pastelaria da Av. da República, nº 15-A.

A história desta, quase centenária casa de chá / pastelaria (inaugurada em Novembro de 1922), foi-nos divulgada pelo ilustre bibliotecário e documentarista CARLOS MENDES, que teve a oportunidade de no-la transmitir – quando pouco depois – nos reunimos junto ao lago artificial do Jardim Amália Rodrigues, no “Alto do Parque”.

O edifício onde está instalada possui um estilo arquitectónico art noveau. É um prédio “elegantíssimo”, mas a que não foi atribuído o renomado prémio Valmor, tendo todavia sido classificado como imóvel de interesse público, em Fevereiro de 2007, pelo Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGPAA).

A sua decoração interior é muito requintada, destacando-se os espelhos, os lustres, os estuques artísticos, pormenores em art noveau, e o chão de mármore em xadrez, que é o primitivo, apesar dos vários restauros a que o estabelecimento foi submetido, o último dos quais há cerca de quatro anos.

Os seus empregados vestem com rigor, “rodeados” de extensos aventais brancos, e atendem de forma impecável e simpática.
Nesta casa de chá / café, e agora também restaurante, destacam-se os chocolates quentes e a pastelaria de qualidade, como os bolos “Vává” (como se refere no blogue dos organizadores do evento: SEMPRE A DESCER. COME).
*
Depois das “explicações” do companheiro CARLOS MENDES sobre a “Versailles”, deslocamo-nos mais para o centro do Jardim do Alto do Parque, para “espreitarmos” LISBOA, o Castelo de S. Jorge, o Rio Tejo, e outros panoramas magníficos.

“Pena” foi que o céu se encontrasse um pouco nublado, o que não nos permitiu admirar a Serra da Arrábida, o que – com céu claro – é possível, como nos assinalou a especialista em paisagens, a Senhora Arquitecta paisagista ANA FIGUEIREDO.
Esta Senhora Arquitecta falou-nos sumariamente da história daquele lindo Jardim, enfatizando a intervenção criadora do mesmo, em 1996, pelo “histórico” Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles.

Ficámos a saber que o Jardim se chama agora (desde 2000) Jardim Amália Rodrigues, para homenagear esta singular e muito importante fadista; que na “construção” do Jardim se pretendeu salvaguardar a “ondulação” do terreno e se deu primazia à plantação das espécies arbóreas autóctones, assim como à plantação de arbustos e plantas.

O número de espécies arbóreas e florais não é muito elevado, como também não é grande o seu conjunto.

O Arquitecto Ribeiro Telles utilizou muito o granito cinzento, para suportar os canteiros, efectuar pequenos muretes e limitar os caminhos, em calçada à portuguesa.

A sua ideia inicial, que era estabelecer uma ligação entre Lisboa e Monsanto, foi recentemente concretizada, mediante uma passagem em viaduto sobre a Rua Marquês da Fronteira, passagem que serve quem quer passear, a pé ou de bicicleta, desde o Parque Eduardo VII e o Parque Florestal de Monsanto.

Virado para o Parque Eduardo VII e Lisboa, foi construído um anfiteatro, com aproveitamento do desnível já existente, tendo sido também colocados bancos metálicos sem encosto, para neles se sentarem os mais fatigados, sem perder a visão acima referida.
*
Descemos depois para o Parque Eduardo VII.

Reunimo-nos junto do anfiteatro que se encontra junto do “velhinho” e degradado Pavilhão dos Desportos, depois Pavilhão Carlos Lopes, em homenagem ao nosso inesquecível campeão olímpico de atletismo.

Aqui, neste local, a Senhora Arquitecta ANA FIGUEIREDO comentou a história do Parque Eduardo VII, referindo que assim se chamava a partir da visita a Portugal daquele monarca do Reino Unido.

O Parque chamava-se antes PASSEIO PÚBLICO, e prolongava a Avenida da Liberdade.

Nessa época era frequentado pelas famílias da alta sociedade “alfacinha”.

O Parque Eduardo VII, contrariamente ao Jardim Amália Rodrigues, não teve na sua origem as preocupações do Arquitecto Ribeiro Telles, razão por que as espécies ali plantadas não têm forçosamente origem indígena, e o número de árvores que ali existem é muito mais elevado.

A Senhora Arquitecta falou-nos de um propósito, que chegou a existir, de prolongar a Avenida da Liberdade através do Parque Eduardo VII, projecto que – dizemos nós – felizmente não se concretizou.

Foi interessantíssimo o relato que a Senhora Arquitecta ANA FIGUEIREDO produziu sobre o Parque Eduardo VII, a sua história e as suas características.
*
Continuámos a “DESCER” até ao Parque Mayer.

Aqui mais uma paragem e novos e interessantes comentários da Senhora Arquitecta ANA FIGUEIREDO, ali ao lado do Teatro Capitólio, quase completamente restaurado.
*

Fomos depois para a colina de Sant’Ana, para visitar o Jardim do Torel.

Para lá chegarmos, tivemos de subir a partir do Largo da Anunciada, ali bem perto da Avenida da Liberdade e dos Restauradores.

A maioria dos “passeantes” subiu à colina a pé: foi uma subida de mais de 100 metros.

Nós fomos no “velhinho” e histórico elevador do Lavra; é o elevador (funicular) mais antigo de Lisboa; inaugurado em 1884, foi classificado como Monumento Nacional em 19 de Fevereiro de 2002.

Ia “cheio” de turistas.

No Jardim do Torel, a Senhora Arquitecta ANA FIGUEIREDO reatou os seus relatos interessantíssimos.

O Jardim era propriedade do Palácio onde esteve instalada a Polícia Judiciária, que disponibilizou o Jardim ao Público, e “desenvolve-se” por acentuada inclinação e “patamares”.
*
O passeio já se prolongava.

Era preciso acelerar.

Ainda teríamos de subir ao Arco da Rua Augusta, para admirar um espectacular panorama sobre a Baixa Pombalina, com vistas para a SÉ, o CARMO, o CASTELO DE S. JORGE, e outros magníficos aspectos desta nossa cidade de Lisboa.
Foi LINDO, LINDO!
*
A “barriga estava a dar horas”.

Havia que “correr” para a CASA DO ALENTEJO, onde nos iria ser servido o almoço.

Nas Portas de Santa Antão, perto do Rossio, fica o Palácio Mourisco, onde está instalada a CASA DO ALENTEJO, quase centenária.

Tudo ali é bonito!

Passámos pelo lindo pátio do piso térreo, e no 1º piso, numa das grandes salas, ricamente decoradas com espelhos, azulejos e outras preciosidades, lá estavam as mesas redondas, onde nos foi servido um opíparo almoço.

Comemos bem e cavaqueamos melhor!

Já eram quase quatro horas da tarde quando, uns após outros, fomos saindo.

Tinha terminado um dia muito bem passado e passeado, acompanhados dos especialistas CARLOS MENDES e ANA FIGUEIREDO.

OBRIGADOS FÁTIMA, PAULINO e outros que os coadjuvaram nesta brilhante iniciativa!

VENHA AGORA A Rota do Açúcar 2!

Cá ficamos à espera.

Aos nossos companheiros de passeio, lançamos um desafio:

- Comentem e critiquem este nosso relato, seguramente muito incompleto e com muitos lapsos, erros e omissões.


(Fotos nossas)





25 outubro 2013

HOJE: UM (1) SÓ LOUVOR! O LOUVOR Nº 1002!




Parece mentira, mas é verdade.

Hoje, o Diário da República (D.R.) só divulgou um, um só, LOUVOR!

Não há fartura que não dê em fome!

Coube ao Agrupamento de Escolas de Paço de Sousa, Penafiel, através da sua Presidente do Conselho Geral, dar à estampa o LOUVOR Nº 1002/2013, que reza assim:

Maria Manuela Moreira Aparício, Presidente do Conselho Geral do
Agrupamento de Escolas de Paço de Sousa, vem expressar público reconhecimento
e louvor à Diretora do Agrupamento, Drª Ana Alzira Pereira,
que se aposenta nesta data, pela forma extraordinariamente competente,
profissional, leal e dedicada como exerceu as suas funções.
Ao longo dos anos, demonstrou elevada competência na área da gestão
escolar, no ensino e na defesa dos interesses do Agrupamento de Escolas
de Paço de Sousa e da sua Comunidade Educativa. Estas razões, aliadas às
suas notáveis qualidades pessoais de urbanidade e simpatia, à nobreza do
seu caráter, ao seu espírito solidário, à sua inexcedível dedicação à causa
do ensino e da defesa da Escola Pública, levaram o Conselho Geral, por
unanimidade e aclamação, na reunião efetuada em 26/07/2013, a aprovar
este público louvor, testemunhando -lhe o reconhecimento pessoal e
agradecendo -lhe a sua inteira e permanente disponibilidade.
1 de agosto de 2013. — A Presidente do Conselho Geral, Maria
Manuela Moreira Aparício.


***

Mas, tal como ontem dizíamos, os "reconhecimentos públicos" não se reconduzem exclusivamente aos LOUVORES.

Hoje mesmo, o Diário da República divulgou também o agraciamento do Tenente-Coronel de Infantaria, do Comando Territorial de Lisboa da Guarda-Nacional Republicana, com a Medalha de Mestre de Tiro.
É do seguinte teor o agraciamento:

Guarda Nacional Republicana
Comando-Geral
Declaração n.º 228/2013
Por despacho de S. Ex.ª o Ministro da Administração Interna de 18
de setembro de 2013.
Luís Manuel Pimenta Cabaço, Tenente -Coronel de Infantaria
n.º 1876013, do Comando Territorial de Lisboa da Guarda Nacional
Republicana, foi autorizado a aceitar e usar a Medalha de Mestre
Atirador com que foi agraciado pela Federação Portuguesa de Tiro.
1 de outubro de 2013. — O Diretor de Justiça e Disciplina, José
Fernando Magalhães Gaspar, coronel.


Trata-se de mais um "LOUVOR" que é uma "DECLARAÇÃO" que constitui um ónus(!).
Com efeito, este prémio é precedido de [autorização da aceitação e do uso]!
Esta [autorização] é para nós, que não somos versados nestas lides castrenses, um autêntico mistério.
Prometemos que vamos investigar...

***

Um outro mistério: ontem só tínhamos "detectado" no Diário da República a atribuição do LOUVOR Nº 1000.

Hoje fomos confrontados com o LOUVOR Nº 1002!

Dar-se-ia o caso do LOUVOR Nº 1001 não existir ou, existindo, ser sigilosa a sua atribuição!

Lapso nosso, que só temos o hábito de consultar a parte A da 2.ª série do Diário da República, omissão que se impõe não ser objecto de reincidência!

Na verdade, se todos somos filhos de Deus, todos os LAUREADOS merecem ser publicitados.

E na verdade são...

Uma lição para nós, que não "ligávamos" às outras partes da 2.ª série do D.R.

O LOUVOR Nº 1001/2013 foi divulgado ontem, mas na parte G da 2.ª série do D.R.

Vejamos o teor deste louvor, atribuído pelo Executivo da JUNTA DE FREGUESIA DO LUMIAR:

FREGUESIA DO LUMIAR
Louvor n.º 1001/2013
Por proposta do Presidente da Junta de Freguesia do Lumiar, o Executivo
da Autarquia, por deliberação de 26 de setembro de 2013, atribui à Assistente
Técnica, Paula Filipa Faria Oliveira Camacho, o seguinte louvor:
Louva -se a Assistente Técnica, Paula Filipa Faria Oliveira Camacho,
pelo profissionalismo, dedicação, lealdade, eficiência e dinamismo,
evidenciados ao longo dos últimos sete anos, em que presta serviço na
Junta de Freguesia do Lumiar, no âmbito dos serviços administrativos
da Freguesia, designadamente no atendimento à população, no apoio
às atividades destinadas à população idosa e expediente diversificado.
Trabalhadora dotada de excelentes capacidades de trabalho, educação
e espírito de sacrifício, tem sabido permanentemente ajustar às
imposições do serviço a sua disponibilidade com natural cordialidade,
entusiasmo e espírito de equipa.
O bom relacionamento humano, elevado sentido de responsabilidade
aliados às demais qualidades que tem revelado, contribuíram para uma
resposta eficaz às solicitações que lhe foram feitas.
A relevância dos serviços que tem prestado, o conjunto de qualidades
profissionais e humanas evidenciadas, tornam a Assistente Técnica,
Paula Filipa Faria Oliveira Camacho, merecedora de ser distinguida com
público louvor, a publicar na 2.ª série do Diário da República.
2 de outubro de 2013. — O Presidente, Nuno Roque, Dr.


PARABÉNS à Assistente Técnica da Junta de Freguesia do Lumiar, Paula Filipa Faria Oliveira Camacho!

O SOL QUANDO NASCE É PARA TODOS.

VIVA! VIVA! VIVA! VIVA! VIVA! VIVA! VIVA!

(ilustração de "esportes.br.msn.com)

24 outubro 2013

1000 LOUVORES 1000!




O Diário da República (DR), 2.ª série, de hoje, divulga-nos o milésimo LOUVOR atribuído a um servidor do Estado.

Merece realce que ao dia 24 de Outubro de 2013 tenha já sido concedido o milésimo LOUVOR, na Administração Pública.

Importa também referir que, na presente data, os LOUVORES atribuídos são muito mais; quando dizemos 1000, atentamos exclusivamente naqueles louvores que surgem assim registados no DR.

Muitos outros são concedidos, mas surgem no DR no contexto de meros despachos, que são enviados para publicação com essa denominação, mas são substancialmente LOUVORES.

Não podemos também olvidar todos os louvores que surgem no DR sob outras designações, como, por exemplo, condecorações e medalhas.

Não nos admiraríamos, que Portugal seja RECORDISTA nesta espécie de reconhecimentos.

AFINAL TEMOS UMA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA DE GRANDE MÉRITO.

VIVA! VIVA! VIVA! VIVA! VIVA! VIVA! VIVA! VIVA! VIVA!

Desta vez coube ao Director do Agrupamento de Escolas de Venda do Pinheiro, Mafra, [praticar mais este ato de elementar justiça], que "reza" assim:

"Louvor n.º 1000/2013
No momento em que cessa funções neste Agrupamento de Escolas,
por motivo de aposentação, apraz-me louvar publicamente o profissionalismo
e a dedicação da professora do quadro de agrupamento
Maria Manuela Matos Matoso, que, ao longo dos mais de 36 anos em
que lecionou, sempre demonstrou possuir um conjunto de excelentes
qualidades pedagógicas, técnicas, científicas e humanas, dignas de
especial registo.
No exercício das suas funções é de salientar o seu desempenho em
diversos cargos, dos quais se destacam a sua participação no Conselho
Geral e Conselho Pedagógico, onde a sua competência e o seu rigor a
tornaram distinta, sendo um ato de justiça realçá-lo através do presente
louvor.
14 de outubro de 2013. — O Diretor, José António Paulo Felgueiras".


PARABÉNS À LAUREADA, professora Maria Manuela Matos Matoso, que [lecionou durante 36 anos]! e "deixou este barco - a Administração Pública - que se vai afundando".


(imagem de "corallouvoresaorei.blogspot.com")

07 outubro 2013

OS E.U.A. PERSISTEM EM ARROGAR-SE A POLÍCIA DO MUNDO!



É já muito antiga esta arrogante atitude dos E.U.A. ao assumir-se sem vergonha como polícia do mundo.

Nas suas fronteiras territoriais, os exemplos de actuação contra os direitos, liberdades e garantias dos cidadãos são constantes, e periodicamente "matam-se" uns aos outros, para não falar dos inqualificáveis "assassinatos" que, em muitos Estados, executam penas de morte, depois dos réus aguardarem dezenas de anos "nos corredores da morte".

Os governos americanos, desdenhando dos mais elementares princípios dos Estados de Direito Democrático, estabelecem presunções de culpa contra cidadãos americanos ou de outros países, "mandando-os" para locais desconhecidos por tempo indeterminado, sem os sujeitar a interrogatórios com a presença de advogados idóneos e independentes.

Veja-se o que se passa na base americana de Cuba...

O senhor Presidente democrata, quando foi eleito disse que ia acabar com esta "vergonha", mas já foi reeleito e a prisão em Cuba continua a aguardar encerramento.

Vem tudo isto a propósito da última "malfeitoria" americana.

Os americanos foram a Trípoli deter, sem conhecimento do poder Líbio, um islamita Líbio, de nome ABU ANAS al-LIBY, e "fugiram" com ele para o exterior da Líbia, para local desconhecido.

Agora, certamente vão proceder à tortura ("estátua", privação do sono", etc.),os métodos que a PIDE usava em Portugal antes do 25 de Abril, que os americanos afirmam corresponder a interrogatórios exigentes, com o apoio de muita gente, entre eles alguns conhecidos cronistas da nossa "praça".

Direito ao silêncio, consagrado nos Estados de Direito Democrático, como Portugal, reconhecido aos suspeitos, é direito que os americanos "não conhecem", com a alegação dos visados serem presumíveis terroristas.

É altura dos DEMOCRATAS de todo o mundo se insurgirem contra o abuso das autoridades americanas.

(imagem de "botaabaixo.blogs.sapo.pt").

02 outubro 2013

(NÃO CONFIRMADO) RETIRADO O ESTATUTO DE UTILIDADE PÚBLICA DA FUNDAÇÃO MANUEL CARGALEIRO!





O Diário da República de ontem (2.ª série) dá-nos conta que a Presidência do Conselho de Ministros não confirmou o estatuto de utilidade pública, que é o mesmo que dizer: RETIROU, de que gozava a FUNDAÇÃO MANUEL CARGALEIRO.

O Mestre MANUEL CARGALEIRO nasceu em Chão das Servas (Vila Velha de Ródão), em 16 de Março de 1927.

A FUNDAÇÃO existia desde 31 de Janeiro de 1990 e tinha actualmente a sua sede em Castelo Branco, distrito da naturalidade daquele importantíssimo artista plástico e ceramista, onde existe um MUSEU MANUEL CARGALEIRO, com cerca de cinco mil (5.000) obras de arte, muitas delas da autoria do artista, doadas à FUNDAÇÃO.

Desde criança que MANUEL CARGALEIRO veio viver para a SOBREDA, concelho de ALMADA, e residia em FRANÇA.

Encontra-se em edificação na QUINTA DA FIDALGA, no SEIXAL, um MUSEU-OFICINA DE ARTES MANUEL CARGALEIRO, projecto do insigne arquitecto Mestre SISA VIEIRA.

Este MUSEU-OFICINA contará também com um conjunto importante de obras de arte (plástica,tapeçaria e cerâmica) do espólio do artista, muitas delas da sua autoria.

Importa evidenciar que o "esforço" para a criação destes Museus tem recaído sobre as Câmaras Municipais de Castelo Branco e do Seixal.

Muito embora viva em França, onde tem obra pública, designadamente o painel cerâmico que decora a estação de metro de Champs Elysées-Clemenceau, de Paris (1995), o Mestre CARGALEIRO é um artista muito reconhecido e considerado em Itália, país onde existe o Museo Artístico Industriale MANUEL CARGALEIRO, em Vietri sul Mare, na Costa Amalfitana (Salerno), um espaço dedicado à cerâmica, no histórico Palácio dos Duques Carosino.

[O núcleo do museu é representado por 150 obras da coleção pessoal, que o artista doou à cidade de Vietri].


O mesmo Diário da República, revela que o Conselho de Ministros declarou a utilidade pública da "Associação Scalabitana de Proteção de Animais", com sede em Santarém, e da "Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting",com sede em Lisboa.

MUITO BEM! ASSIM VAI A CULTURA EM PORTUGAL!

(imagens de: "www.salernomagazine.it"; "odia.terra.com.br")

02 agosto 2013

E o LOUVOR 750.º vai para ... um MILITAR!





Foi hoje publicado no Diário da República, 2.ª série - N.º 148 - 2 de agosto de 2013, o Louvor n.º 750/2013.

O "Louvado" foi o Capitão-de-mar-e-guerra, NII 23482, Luís Pedro Correia Policarpo, "pela forma altamente honrosa e brilhante como desempenhou, no Gabinete do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (GABCEMGFA), as funções de Adjunto Militar do CEMGFA, nos últimos dois anos e meio, confirmando as superiores qualidades profissionais e pessoais que lhe são sobejamente reconhecidas".[...].

As qualidades deste [oficial muito distinto], são exaustivamente assinaladas, no despacho de 8 de julho de 2013, pelo Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, Luís Evangelista Esteves de Araújo, general, que assegura ser "de toda a justiça reconhecer publicamente as excepcionais qualidades e virtudes militares e pessoais que creditam o Capitão-de-mar-e-guerra Correia Policarpo como sendo um Oficial de elevadíssima craveira, que pautou sempre a sua atuação pela afirmação constante de elevados dotes de caráter, devendo, por isso, os serviços por si prestados, serem considerados, extraordinários, relevantes e distintos, de que resultou honra e lustre para o Estado-Maior-General das Forças Armadas e para Portugal".

Um LOUVOR bem merecido!

Ficámos todos convencidos!

PARABÉNS ao Capitão-de-mar-e-guerra, NII 23482, Luís Pedro Correia Policarpo e às Forças Armadas portuguesas, que passam a ter nas suas fileiras mais um laureado.

É todavia oportuno dizer mais alguma coisa sobre a Instituição castrense, em tempos de PAZ.

É que alguns representantes desta Instituição, de associações mais ou menos sindicais, continuam a manifestar-se contra a forma como o poder político trata os militares.

Fazem comparações com outros corpos profissionais da administração pública, e clamam contra a discriminação de que - dizem - são alvo.

Está claro que "andam" descontentes!

Quando havia "guerra" eram mais bem tratados.

Mas já não estamos em guerra, e há até quem opine que não se justifica a existência de Forças Armadas, com o Estatuto que possuem!

Agora, existem forças militarizadas bem preparadas e armadas para acautelar a segurança dos cidadãos e das Instituições!

Depois, Portugal integra organizações internacionais (v. g. a NATO) que seriam (serão) eficazes para a defesa da independência (política e territorial) de Portugal, não se crendo que as nossas Forças Armadas o fizessem melhor em caso de "ataque".

É certo que existem [?] "outras dependências", mas contra estas nada podem as nossas Forças Armadas... Já não estamos nas circunstâncias que determinaram o 25 de Abril ...

De todo o modo, os nossos militares não podem "fugir" à "crise", se é que necessitam de o fazer.

Na verdade, basta ler diariamente o Diário da República (DR), 2.ªsérie, e o Estatuto dos Militares das Forças Armadas (EMFAR), para concluir que, se discriminação existe, é POSITIVA.

Quase que não há dia em que o DR não divulga a progressão dos militares. São nomeações, condecorações, promoções por "diuturnidade", "antiguidade", "escolha", "distinção" e a "título excepcional".

E a estas progressões correspondem aumentos de remuneração, o que não se verifica relativamente à quase generalidade dos servidores do Estado, e mesmo dos juízes desembargadores, que não são funcionários públicos e têm a sua progressão "congelada".

São "graduações" em "postos" superiores.

São "milhentas" passagens à reserva, o que - como reza o EMFAR - pode ter lugar com 36 anos de serviço ou 55 anos de idade, com a manutenção do subsídio da condição militar e de outros subsídios.

O recebimento destes subsídios, desde que efectuados os devidos descontos para a Caixa Geral de Aposentações, conta para o cálculo das pensões de reforma, que não demora a chegar como prevê o EMFAR, que inclui o direito a bonificações de 15% do tempo de serviço (cf. os artigos 49.º, 152.º e 159.º do EMFAR.

Os militares mantém "messes" de luxo, como a de Monsanto e ... surpresa das surpresas, até tinham um Fundo de Pensões.

E os Serviços Sociais? Ainda se mantém?

Em conclusão, ousamos sugerir que sejam reservados, acatando, aliás, o seu DEVER ESTATUTÁRIO e PROFISSIONAL!


(imagem de "www.bahiaeconomica.com.br")


26 julho 2013

DIA DOS AVÓS!



Hoje é o dia dos avós!

OS AVÓS SÃO NECESSÁRIOS!

VIVAM OS AVÓS!

(ilustração de Fátima Afonso, em postal "free" da editora "Paulinas" - www.paulinas.pt)

22 julho 2013

CAVACO SILVA, reincidente!




Ontem, domingo à hora do jantar, Sua Excelência o Presidente da República, confrontado com o desacordo dos partidos do "arco da governação"! relativamente à "salvação nacional" decidiu, designadamente, que:

1.º O governo manter-se-á em funções;

2.º O governo está [forte e coeso];

3.º Mesmo assim, para ficar ainda mais [forte e coeso] apresentará uma moção de confiança na Assembleia da República;

4.º Já não haverá eleições antecipadas; esgotar-se-á o período da legislatura.

É controversa e ambígua a decisão de Sua Excelência o Presidente Cavaco Silva, pelo seguinte:

a) Qual é o governo que continuará em funções? É o governo sem Ministro dos Negócios Estrangeiros (que irrevogavelmente se demitiu) ou é o governo remodelado, como Sua Excelência o Primeiro Ministro, anunciou ao país na sequência da demissão de Sua Excelência, o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas?

b) Caberia ao Presidente da República "dar ordens" ao Governo para se apresentar na Assembleia da República pedindo que este órgão de soberania lhe manifeste confiança?

Esta posição do Presidente da República não constituirá uma "invasão" nas competências do Governo?

Vista a questão ainda sob outra vertente: mas apresentar uma moção de confiança alguns dias depois de o Governo e os partidos que o apoiam terem declarado, após à reprovação da moção de censura apresentada pelos "Verdes", que essa reprovação traduzia uma verdadeira manifestação de confiança no Governo e um reforço da sua "coesão e legitimidade", justificar-se-á? Não virá a constituir um acto inútil, tanto mais que já se sabe o resultado?

c) É justificado e fundamentado o Presidente da República declarar que este Governo completará a legislatura?

Não será prematuro e precipitado produzir tamanha afirmação?

Para nós, com o respeito "ilimitado" que nos merece Sua Excelência O Presidente Cavaco Silva, essa circunstância não depende da sua vontade, nem exclusivamente da governação? Não decorrerá antes da forma como forem tratadas as finanças,a economia; o desenvolvimento da crise e dos resultados da governação, e dos outros partidos com assento parlamentar; dos parceiros sociais; e sobretudo dos eleitores e da forma como reagirem a medidas que, provavelmente, falharão, como as anteriores?

Vislumbramos na actuação Presidencial traços de autoritarismo já revelados antes dos governos socialistas!

Ousamos afirmar que o Presidente, que não agiu quando deveria, deveria estar, agora, bem mais sossegado (talvez prolongar a estadia nas Selvagens).

Mas não, o Sua Excelência o Presidente da República, decidiu reincidir na asneira.

Aguardemos pelos próximos capítulos. "Ainda a missa vai a santos"...


(imagem de "cuartointermedio.com.ar")



19 julho 2013

SUA EXCELÊNCIA O SENHOR PRESIDENTE DA REPÚBLICA, “O AVENTUREIRO”




Ontem ao final do dia, nas “Selvagens” já sabendo que os partidos não se estavam a entender, ainda que de forma ambígua, como tem sido o seu timbre nos últimos 10 / 15 dias, insinuasse o contrário, Sua Excelência o Presidente da República já, traduzindo o início de um “recuo” relativamente à "aventura" que desencadeou, dizia que os partidos é que tinham de se entender; que a ele não lhe competia substituí-los.


Estava Sua Excelência a esquivar-se à responsabilidade que lhe cabia por ter agravado a crise política. Ele que não se pronunciou sobre a remodelação governamental que Passos Coelho formulou, mas – para dar satisfação ao Presidente do P.S. – estipulou logo, espantosamente, que o pretendido governo de “salvação nacional” teria um prazo de validade de cerca de um ano, estipulação que constituiria um incentivo (!!!???) às negociações, e “uma mais-valia” desse governo(!!!???).


Agora, “volta a bola” a Sua Excelência, e estará “meio mundo” a questionar-se sobre a “cambalhota” que irá dar!!!???


Bonito serviço!!! Estamos todos curiosos e na expectativa de conhecermos a fórmula mágica que Sua Excelência vai implementar!!!


Se calhar vai tudo correr bem, e as considerações que produzimos não se revelarão fundamentadas!!!???


Neste caso, só nos resta “bater com a mão no peito” e fazer “mea culpa”!!!

Mas, num momento em que todos opinam, ficaria mal o nosso blogue não se pronunciar sobre a “aventura” do Sua Excelência o Senhor Presidente e o seu lindo resultado.


(foto de "pracadobocage.wordpress.com")

16 julho 2013

O PRESIDENTE CAVACO SILVA E A CRISE POLÍTICA




Sua Excelência o Presidente da República há muito que anda distraído.

Soube (?) que o ministro Paulo Portas se havia demitido meia-hora antes de dar posse à nova ministra das Finanças e aos secretários de Estado, entre eles um do CDS.

Bem poderia ter encontrado uma desculpa (esfarrapada) e adiar o empossamento. Mas não!...

Depois, expeditamente e nesse mesmo dia deveria ter manifestado a posição que veio a exprimir só(!?) no dia 10 de Julho, e quando já os ministros Passos Coelho e Paulo Portas haviam realizado um entendimento ..., é certo que (mal) sem o envolvimento do PS.

Recorde-se que o "sem ideias" Seguro foi a correr a Belém dizer que queria eleições antecipadas; é que o PS está convencido que está tudo no "papo", e com grande maioria. Veremos!...


Cinco (5) conclusões se podem tirar:

1.º Cavaco tirou o tapete ao PSD e ao CDS, que tinham acabado de fazer um acordo; não acreditou que o acordo viesse a resultar; concordamos com ele, mas quer o Passos, quer o Portas, devem ter ficado muito satisfeitos com ele ... e com imensa vontade de se empenharem nas diligências para um acordo a 3 ...;assinalamos que Cavaco já (espantosamente) declarou intempestivamente que não teremos uma legislatura completa!!!

2.º O adiamento (?) das eleições por Cavaco, vamos ver até quando, é uma decisão política dele; a Constituição da República Portuguesa não o impede, nem o impedia de avançar para a dissolução da AR ou a demissão do governo (está claro cumprindo o dever de audição dos partidos e do Conselho de Estado, mera formalidade), muito embora, admitamos, as mesmas só se poderiam realizar lá para o final de 2013;

3.º CAVACO deveria ter agido mais cedo: antes do Passos ter apresentado o novo entendimento com o CDS;

4.º CAVACO anda a reboque; está a ter uma actuação sistematicamente tardia sob a desculpa da necessidade da ponderação; a ponderação é uma coisa muito bonita, mas quem tem mais responsabilidade, tem de se apressar a ponderar rapidamente e decidir rapidamente;

5.º Isto vai dar para o torto e CAVACO vai ficar na história como o maior responsável; segundo Sousa Tavares, tem sido um "palhaço".


(Fotografia do PÚBLICO)