É penoso constatar a exacerbação do individualismo, do egoísmo e da competição que se instalaram nas sociedades consideradas evoluídas (como a nossa) e que conduzem a que demasiados (são cada vez mais) cidadãos não escolham os meios para atingir os seus fins, que - com frequência - prosseguem objectivos de mera comodidade e menor esforço individual sem considerarem os interesses legítimos alheios e o respeito e consideração que - também - estes deveriam merecer.
Valem estas considerações - apesar de muitos poderem considerar de moralidade e ética desajustada aos nossos tempos - que me atrevo a publicitar, para - a título meramente exemplificativo - descrever a observação diária daqueles cidadãos (que são cada vez mais) condutores das suas próprias viaturas, que no afã de se verem livres dos seus carros, para irem a correr para outros destinos, os deixam estacionados (!) em qualquer local, sem, cuidarem minimamente se se trata do local apropriado para o efeito e se com isso não vão prejudicar tudo e todos.
Depois, quando as coisas correm mal e são "chamados à pedra" juram que são incapazes de prejudicar o próximo e protestam a sua elevada cidadania e civismo.
São estes mesmos cidadãos que - em circunstâncias e situações de muito maior relevo - cometem as maiores infracções aos valores da cidadania e do civismo com o maior dos desplantes.
Sim, porque o cidadão exemplar revela a sua boa cidadania e civismo em todas as ocasiões e circunstâncias e no que é de menor como de maior valor!















